aaaaaa
Mostrando postagens com marcador Zika. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Zika. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Prefeitura prepara mutirão contra o mosquito Aedes Aegypti
Apesar de Porto Amazonas não ter registrado a presença do mosquito Aedes Aegypti em seu território, sabendo que o transmissor de doenças muito graves como dengue, zika e chikungunya que podem até matar. A Prefeitura Municipal ira realizar se um grande mutirão mensalmente, que acontecera todo dia 09.
A definição das ações que serão realizadas foram propostas nesta sexta feira durante reunião com do prefeito Antonio Polato com diretores municipais e representantes de empresas que prestam serviços de coleta de entulho e de materiais recicláveis.
De acordo com a diretora do Departamento de Saúde, Thais Hornung Sedlak, nos primeiros dias do mês será feita a comunicação de qual região da cidade receberá o mutirão, neste baixo será feito a comunicação com carro de som, pelas agentes comunitárias, redes sociais entre outros.
No dia do mutirão o morador é convidado a fazer um pente fino em seu imóvel e colocar à frente de sua residência todo material que possa acumular água e que ele queira descartar, mas separado, como por exemplo, separar o que pode ser reciclado do que é inservível, e orgânico. Equipes da Prefeitura e das empresas irão percorrer estas ruas coletando estes materiais, no período da tarde as agentes comunitárias da saúde irão passar visitando os moradores e levando mais informações sobre as doenças que o mosquito transmite.
A Prefeitura de Porto Amazonas solicita que a população dos bairros participantes colabore, fazendo a limpeza em seu terreno o colocando os materiais em frente a sua residência.
O primeiro bairro a receber o mutirão é a Vila Reis, já na próxima quinta feira, dia 09.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Entenda a diferença entre zika, dengue e chikungunya
O ano de 2017 iniciou com 855 cidades brasileiras em situação de alerta ou de risco de surto de dengue, chikungunya e zika, de acordo com o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) do Ministério da Saúde. Com esse cenário, já é possível apontar uma necessidade de redobrar os cuidados de combate aos criadouros do vetor dessas doenças, para evitar que número de casos cresça cada vez mais.
De acordo com os dados do Ministério da Saúde, no ano de 2016 o número de casos de dengue manteve-se estável se comparados ao ano anterior. Até o dia 10 de dezembro foram registrados quase 1,5 milhão de casos prováveis em todo o Brasil, contra pouco mais que 1,6 milhão de casos no ano anterior.
A febre pelo vírus Zika só entrou para a Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública em fevereiro de 2016, portanto não existem dados oficiais comparativos com o ano de 2015, quando a doença foi identificada pela primeira vez no Brasil. Desde que começou a ser notificada até a publicação do último boletim em dezembro de 2016, foram registrados quase 212 mil casos prováveis de febre pelo vírus Zika no país.
Os casos de febre chikungunya foram os que mais cresceram nesse último ano, com um aumento de cerca de 620% em relação a 2015. Foram registrados em 2016 pouco mais de 263 mil casos, contra 36 mil no ano anterior. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a tendência é de que o número de casos dessa doença continue em ascensão em 2017.
Embora o vetor seja o mesmo, o Aedes aegypti, e as três doenças tenham origem no mesmo continente, a África; para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a dificuldade de diagnóstico preciso pode representar um risco para os pacientes. O problema ocorre porque os sinais clínicos causados por esses vírus também são muito parecidos, mas o tratamento é bastante diferenciado.
De forma geral, as três doenças causam febre, dores de cabeça, dores nas articulações, enjoo e exantema (rash cutâneo ou manchas vermelhas pelo corpo). No entanto, existem alguns sintomas marcantes que as diferem.
As diferenças entre dengue, chikungunya e zika
Zika
Os sintomas relacionados ao vírus Zika costumam se manifestar de maneira branda e o paciente pode, inclusive, estar infectado e não apresentar qualquer sintoma (apenas uma em cada quatro pessoas infectadas apresenta manifestação clínica da doença). Mas um sinal clínico que pode aparecer logo nas primeiras 24 horas e é considerado como uma marca da doença é o rash cutâneo e o prurido, ou seja, manchas vermelhas na pele que provocam intensa coceira. Há, inclusive, relatos de pacientes que têm dificuldade para dormir por conta da intensidade dessas coceiras.
Ao contrário da dengue e da chikungunya, o quadro de febre causado pelo vírus Zika costuma ser mais baixo e as dores nas articulações mais leves. A doença ainda traz como sintomas a hiperemia conjuntival (irritação que deixa os olhos vermelhos, mas sem secreção e sem coceira), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.
Bastante raros, os relatos de morte em decorrência de zika estão, geralmente, relacionados ao agravamento do estado de saúde do paciente, já portador de outras enfermidades. Em 2016, foram confirmados laboratorialmente seis mortes por vírus Zika: quatro no Rio de Janeiro e duas no Espírito Santo.
A doença é associada a complicações neurológicas, como a síndrome de Guillain-Barré e a ocorrência de microcefalia e malformação cerebral em recém-nascidos contaminados pelo vírus ainda durante a gestação. Em 2016, foram registrados 16.864 casos prováveis de gestantes infectadas pelo Zika, sendo 10.769 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.
Destes, foram notificados 10.574 casos de recém-nascido natimorto, abortamento ou feto com suspeita de microcefalia ou alterações do sistema nervoso central (SNC), dos quais 3.144 (29,7%) permanecem em investigação e 7.430 já foram investigados, sendo 2.289 confirmados e 5.141 descartados.
Chikungunya
As fortes dores nas articulações, também chamadas de artralgia, são a principal manifestação clínica de chikungunya. Essas dores podem se manifestar em todas as articulações, principalmente nas palmas dos pés e das mãos, como dedos, tornozelos e pulsos. Em alguns casos, a dor nas articulações é tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora.
A confirmação do diagnóstico é feita a partir da análise clínica de amostras de sangue e o tratamento contra a febre chikungunya é sintomático, ou seja, analgésicos e antitérmicos são indicados para aliviar os sintomas, sempre sob supervisão médica. Medidas como beber bastante água e guardar repouso também ajudam na recuperação.
Anti-inflamatórios e até fisioterapia podem ser indicados ao paciente se a dor nas articulações persistir mesmo depois da febre ter cessado.
A chikungunya é considerada mais branda do que a dengue e são muito raras as mortes que ocorrem por sua manifestação. Os óbitos, todavia, podem ocorrem por complicações em pacientes com doenças pré-existentes. Em 2016, foram confirmadas 6 mortes por febre de chikungunya, sendo 3 no estado da Bahia, as outras três nos estados de Sergipe, São Paulo e Pernambuco.
Dengue
Os quatro sorotipos da dengue (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) causam os mesmos sintomas, não sendo possível distingui-los somente pelo quadro clínico. O principal sintoma da doença é a febre alta acompanhada de fortes dores de cabeça (cefaleia). Dores nos olhos, fadiga e intensa dor muscular e óssea também fazem parte do quadro clássico da dengue.
Outro sintoma comum é o rash, manchas avermelhadas predominantes no tórax e membros superiores, que desaparecem momentaneamente sob a pressão das mãos. O rash normalmente surge a partir do terceiro dia de febre. Diarreia, vômitos, tosse e congestão nasal também podem estar presentes no quadro e podem comumente levar à confusão com outras viroses.
O quadro de dengue clássico dura de 5 a 7 dias, desaparece espontaneamente e o paciente costuma curar-se sem sequelas.
Já na ocorrência de dengue hemorrágica a situação torna-se mais complicada. A doença, cuja ocorrência é mais comum em pacientes que apresentam um segundo episódio de dengue, de um sorotipo diferente do primeiro caso, causa alterações na coagulação do sangue, inflamação difusa dos vasos sanguíneos e trombocitopenia (a queda do número de plaquetas). Devido à queda das plaquetas e à inflamação dos vasos, os pacientes apresentam tendência a sangramentos que não cessam espontaneamente, dor abdominal intensa e contínua, pele fria, úmida e pegajosa; hipotensão (choque); letargia e dificuldade respiratória (derrame pleural ou líquido nos pulmões).
Dentre as três doenças, a dengue tem sido considerada a mais perigosa pelo número de mortes. Em 2016 foram confirmados 826 casos de dengue grave e 8.116 casos de dengue com sinais de alarme; dos quais 6,8% resultaram em morte, com um total de 609 mortes confirmadas ao longo do ano. No mesmo período de 2015 foram confirmados 972 mortes, representando uma proporção de 4,3% dos casos graves ou com sinais de alarme.
*Fonte Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa / Divulgação
De acordo com os dados do Ministério da Saúde, no ano de 2016 o número de casos de dengue manteve-se estável se comparados ao ano anterior. Até o dia 10 de dezembro foram registrados quase 1,5 milhão de casos prováveis em todo o Brasil, contra pouco mais que 1,6 milhão de casos no ano anterior.
A febre pelo vírus Zika só entrou para a Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública em fevereiro de 2016, portanto não existem dados oficiais comparativos com o ano de 2015, quando a doença foi identificada pela primeira vez no Brasil. Desde que começou a ser notificada até a publicação do último boletim em dezembro de 2016, foram registrados quase 212 mil casos prováveis de febre pelo vírus Zika no país.
Os casos de febre chikungunya foram os que mais cresceram nesse último ano, com um aumento de cerca de 620% em relação a 2015. Foram registrados em 2016 pouco mais de 263 mil casos, contra 36 mil no ano anterior. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a tendência é de que o número de casos dessa doença continue em ascensão em 2017.
Embora o vetor seja o mesmo, o Aedes aegypti, e as três doenças tenham origem no mesmo continente, a África; para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a dificuldade de diagnóstico preciso pode representar um risco para os pacientes. O problema ocorre porque os sinais clínicos causados por esses vírus também são muito parecidos, mas o tratamento é bastante diferenciado.
De forma geral, as três doenças causam febre, dores de cabeça, dores nas articulações, enjoo e exantema (rash cutâneo ou manchas vermelhas pelo corpo). No entanto, existem alguns sintomas marcantes que as diferem.
As diferenças entre dengue, chikungunya e zika
Zika
Os sintomas relacionados ao vírus Zika costumam se manifestar de maneira branda e o paciente pode, inclusive, estar infectado e não apresentar qualquer sintoma (apenas uma em cada quatro pessoas infectadas apresenta manifestação clínica da doença). Mas um sinal clínico que pode aparecer logo nas primeiras 24 horas e é considerado como uma marca da doença é o rash cutâneo e o prurido, ou seja, manchas vermelhas na pele que provocam intensa coceira. Há, inclusive, relatos de pacientes que têm dificuldade para dormir por conta da intensidade dessas coceiras.
Ao contrário da dengue e da chikungunya, o quadro de febre causado pelo vírus Zika costuma ser mais baixo e as dores nas articulações mais leves. A doença ainda traz como sintomas a hiperemia conjuntival (irritação que deixa os olhos vermelhos, mas sem secreção e sem coceira), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.
Bastante raros, os relatos de morte em decorrência de zika estão, geralmente, relacionados ao agravamento do estado de saúde do paciente, já portador de outras enfermidades. Em 2016, foram confirmados laboratorialmente seis mortes por vírus Zika: quatro no Rio de Janeiro e duas no Espírito Santo.
A doença é associada a complicações neurológicas, como a síndrome de Guillain-Barré e a ocorrência de microcefalia e malformação cerebral em recém-nascidos contaminados pelo vírus ainda durante a gestação. Em 2016, foram registrados 16.864 casos prováveis de gestantes infectadas pelo Zika, sendo 10.769 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.
Destes, foram notificados 10.574 casos de recém-nascido natimorto, abortamento ou feto com suspeita de microcefalia ou alterações do sistema nervoso central (SNC), dos quais 3.144 (29,7%) permanecem em investigação e 7.430 já foram investigados, sendo 2.289 confirmados e 5.141 descartados.
Chikungunya
As fortes dores nas articulações, também chamadas de artralgia, são a principal manifestação clínica de chikungunya. Essas dores podem se manifestar em todas as articulações, principalmente nas palmas dos pés e das mãos, como dedos, tornozelos e pulsos. Em alguns casos, a dor nas articulações é tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora.
A confirmação do diagnóstico é feita a partir da análise clínica de amostras de sangue e o tratamento contra a febre chikungunya é sintomático, ou seja, analgésicos e antitérmicos são indicados para aliviar os sintomas, sempre sob supervisão médica. Medidas como beber bastante água e guardar repouso também ajudam na recuperação.
Anti-inflamatórios e até fisioterapia podem ser indicados ao paciente se a dor nas articulações persistir mesmo depois da febre ter cessado.
A chikungunya é considerada mais branda do que a dengue e são muito raras as mortes que ocorrem por sua manifestação. Os óbitos, todavia, podem ocorrem por complicações em pacientes com doenças pré-existentes. Em 2016, foram confirmadas 6 mortes por febre de chikungunya, sendo 3 no estado da Bahia, as outras três nos estados de Sergipe, São Paulo e Pernambuco.
Dengue
Os quatro sorotipos da dengue (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) causam os mesmos sintomas, não sendo possível distingui-los somente pelo quadro clínico. O principal sintoma da doença é a febre alta acompanhada de fortes dores de cabeça (cefaleia). Dores nos olhos, fadiga e intensa dor muscular e óssea também fazem parte do quadro clássico da dengue.
Outro sintoma comum é o rash, manchas avermelhadas predominantes no tórax e membros superiores, que desaparecem momentaneamente sob a pressão das mãos. O rash normalmente surge a partir do terceiro dia de febre. Diarreia, vômitos, tosse e congestão nasal também podem estar presentes no quadro e podem comumente levar à confusão com outras viroses.
O quadro de dengue clássico dura de 5 a 7 dias, desaparece espontaneamente e o paciente costuma curar-se sem sequelas.
Já na ocorrência de dengue hemorrágica a situação torna-se mais complicada. A doença, cuja ocorrência é mais comum em pacientes que apresentam um segundo episódio de dengue, de um sorotipo diferente do primeiro caso, causa alterações na coagulação do sangue, inflamação difusa dos vasos sanguíneos e trombocitopenia (a queda do número de plaquetas). Devido à queda das plaquetas e à inflamação dos vasos, os pacientes apresentam tendência a sangramentos que não cessam espontaneamente, dor abdominal intensa e contínua, pele fria, úmida e pegajosa; hipotensão (choque); letargia e dificuldade respiratória (derrame pleural ou líquido nos pulmões).
Dentre as três doenças, a dengue tem sido considerada a mais perigosa pelo número de mortes. Em 2016 foram confirmados 826 casos de dengue grave e 8.116 casos de dengue com sinais de alarme; dos quais 6,8% resultaram em morte, com um total de 609 mortes confirmadas ao longo do ano. No mesmo período de 2015 foram confirmados 972 mortes, representando uma proporção de 4,3% dos casos graves ou com sinais de alarme.
*Fonte Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa / Divulgação
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Casos de chikungunya devem voltar a subir neste ano
Os casos de dengue e Zika no Brasil devem se manter estáveis neste ano em relação ao ano passado, enquanto as infecções por chikungunya devem aumentar ainda mais. Este é o cenário previsto por especialistas do Ministério da Saúde para 2017.
Dados da pasta revelam que, em 2016, foram registrados 1,4 milhão de casos de dengue contra 1,6 milhão no ano anterior, além de 211 mil casos prováveis de infecção por Zika (não há comparativo com o ano anterior porque os dados só começaram a ser coletados em outubro de 2015).
Em relação à febre chikungunya, os registros apontam para 263 mil casos em 2016 contra 36 mil no ano anterior – um aumento de cerca de 620%.
“O mosquito pica alguém, recebe o vírus e passa para outra pessoa. Como cresceu o número de pessoas que têm [o vírus], entendemos que haverá uma ampliação [dos casos]”, explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
A doença
A febre chikungunya é uma doença infecciosa febril que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. O termo significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia, e refere-se à aparência curvada de pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada no Leste da África entre 1952 e 1953.
O Ministério da Saúde definiu que devem ser considerados casos suspeitos todos os pacientes que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC, dor articular ou artrite intensa com início agudo e que tenham histórico recente de viagem às áreas nas quais o vírus circula de forma contínua.
Os sintomas podem ter início entre dois e dez dias após a picada, sendo que o prazo pode chegar a 12 dias. O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Além disso, pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.
*Fonte Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa / Divulgação
Dados da pasta revelam que, em 2016, foram registrados 1,4 milhão de casos de dengue contra 1,6 milhão no ano anterior, além de 211 mil casos prováveis de infecção por Zika (não há comparativo com o ano anterior porque os dados só começaram a ser coletados em outubro de 2015).
Em relação à febre chikungunya, os registros apontam para 263 mil casos em 2016 contra 36 mil no ano anterior – um aumento de cerca de 620%.
“O mosquito pica alguém, recebe o vírus e passa para outra pessoa. Como cresceu o número de pessoas que têm [o vírus], entendemos que haverá uma ampliação [dos casos]”, explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
A doença
A febre chikungunya é uma doença infecciosa febril que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. O termo significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia, e refere-se à aparência curvada de pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada no Leste da África entre 1952 e 1953.
O Ministério da Saúde definiu que devem ser considerados casos suspeitos todos os pacientes que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC, dor articular ou artrite intensa com início agudo e que tenham histórico recente de viagem às áreas nas quais o vírus circula de forma contínua.
Os sintomas podem ter início entre dois e dez dias após a picada, sendo que o prazo pode chegar a 12 dias. O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Além disso, pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.
*Fonte Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa / Divulgação
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Luta contra Aedes aegypti depende de cada um fazer sua parte, diz Picciani
O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, disse hoje (2) que o governo federal busca, com a mobilização nacional, conscientizar as pessoas que a luta contra o mosquito Aedes aegypti depende de cada um fazer sua parte. “Mais de dois terços dos focos do mosquito ficam dentro das casas. Cada cidadão tem que tirar uma fração do seu dia, uma vez por semana, e vistoriar seu quintal, ver onde tem água acumulada. Assim, todas as famílias estarão muito mais seguras”, afirmou.
O ministro participa do Dia Nacional de Combate ao Mosquito, instituído pelo Ministério da Saúde em todo o país, com ações integradas e simultâneas desenvolvidas em articulação com estados e municípios. O objetivo é intensificar a atuação contra o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, com a chegada do verão.
Picciani participou de atividades no bairro Rio das Pedras, na zona oeste do Rio de Janeiro, com a entrega de dez veículos para a Secretaria Estadual de Saúde do Rio. O ministro e o secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Júnior, falaram sobre prevenção da dengue, zika e chikungunya em uma escola municipal e também visitaram residências para mostrar como identificar e combater possíveis criadouros do Aedes.
“Escolhemos Rio das Pedras para essa mobilização por ser uma comunidade muito populosa. Há uma cobertura bastante atenta das equipes de saúde da família, dos agentes de endemia. Num local de concentração como é aqui, se todos fizerem sua parte, mas um não fizer, este um comprometerá a segurança de todos”, acrescentou o ministro.
Levantamento
O Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa) de 2016, feito pelo Ministério da Saúde, em conjunto com os municípios, apontou que 20 cidades estão em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya no estado do Rio. Segundo o estudo, a capital fluminense está em situação satisfatória. Em todo o país, o balanço mostrou que 855 cidades estão em situação de risco.
“O ano de 2016 foi difícil. Tivemos um número de casos muito maior de chikungunya. zika, que a gente não tinha nenhum histórico, também tivemos um grande número de casos e de crianças com microcefalia. Mas o mais importante neste momento é acompanhar o índice de infestação na cidade. Algumas áreas trazem preocupação, como na região do Médio Paraíba e no Noroeste do estado”, disse o secretário estadual de Saúde.
*Fonte Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa / Divulgação
terça-feira, 28 de junho de 2016
Sancionado com vetos projeto com medidas de combate ao 'Aedes aegypti'
O presidente interino, Michel Temer, sancionou com vetos projeto de lei de conversão (PLV 9/16, resultado das discussões no Congresso da medida provisória MP 712/2016) que autoriza o ingresso forçado de agentes de combate a endemias em imóveis abandonados para combate ao mosquito Aedis aegypti, vetor de doenças como zika, dengue e febre chikungunha. O Diário Oficial da União publica nesta terça-feira (28)o texto da nova lei (13.301/16), que foi aprovado pelo Senado no dia 31 de maio passado.
- Essa matéria dará ao poder público a condição de realizar o enfrentamento dessa grave situação de saúde pública que existe no Brasil - afirmou o senador Paulo Bauer (PSDB-SC), que presidiu a comissão mista do Congresso criada para analisar a medida.
- Esse mosquito perturba a vida nacional e precisa ser combatido urgentemente – disse o senador Lasier Martins (PDT-RS).
O ingresso forçado deverá ser realizado preservando-se a integridade do imóvel e também poderá ocorrer sempre que se verificar a existência de outras doenças com potencial de proliferação ou de disseminação que apresentem grave risco ou ameaça à saúde pública, condicionada à Declaração de Emergência em Saúde Pública.
O texto inclui na legislação sanitária nova multa de 10% na faixa de R$ 2 mil a R$ 75 mil no caso de reincidência em manter focos de vetores no imóvel por descumprimento da recomendação das autoridades sanitárias.
O sábado fica estabelecido como o dia de limpeza dos imóveis, de campanhas educativas, em especial às gestantes e de orientação à população.
O benefício será concedido depois do período da licença-maternidade, que passa a ser de 180 dias para as mães dessas crianças. Isso valerá para todas as seguradas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): especial, contribuinte individual, facultativa e trabalhadora avulsa.
Por orientação do Ministério da Saúde e do Desenvolvimento Social, foi vetado o dispositivo (parágrafo 1º do artigo 18) que condicionava a concessão do benefício à “miserabilidade do grupo familiar”.
Apesar de manter (artigo 7º) a criação do Programa Nacional de Apoio ao Combate às Doenças Transmitidas pelo Aedes(Pronaedes), o presidente interino vetou os dispositivos (artigo 8º, 11, 12, 13 e 14) que previam incentivos fiscais capazes de financiar projetos.
Pessoas físicas e jurídicas poderiam doar dinheiro, bens móveis ou imóveis, ceder bens para uso ou equipamentos ou realizar manutenção ou reparos em bens móveis, assim como fornecer material de consumo e insumos. O valor envolvido poderia ser deduzido do Imposto de Renda até atingir até 1,5% do imposto devido pela pessoa física e até 1% do imposto devido pela pessoa jurídica.
Incluído no texto pela Câmara, esse ponto havia sido questionado no Senado, já que a isenção de tributos se trataria de iniciativa privativa do Executivo. Os vetos (Veto 25/16) serão analisados pelo Congresso em data ainda a ser definida.
*Fonte Agência Senado
*Imagem: Ilustrativa
- Essa matéria dará ao poder público a condição de realizar o enfrentamento dessa grave situação de saúde pública que existe no Brasil - afirmou o senador Paulo Bauer (PSDB-SC), que presidiu a comissão mista do Congresso criada para analisar a medida.
- Esse mosquito perturba a vida nacional e precisa ser combatido urgentemente – disse o senador Lasier Martins (PDT-RS).
Imóveis
Para entrar no imóvel abandonado, o agente de saúde poderá contar com o apoio de policiais ou da guarda municipal sempre que necessário e terá de fazer um relatório detalhado das medidas sanitárias adotadas para o controle dos focos de reprodução do mosquito.O ingresso forçado deverá ser realizado preservando-se a integridade do imóvel e também poderá ocorrer sempre que se verificar a existência de outras doenças com potencial de proliferação ou de disseminação que apresentem grave risco ou ameaça à saúde pública, condicionada à Declaração de Emergência em Saúde Pública.
O texto inclui na legislação sanitária nova multa de 10% na faixa de R$ 2 mil a R$ 75 mil no caso de reincidência em manter focos de vetores no imóvel por descumprimento da recomendação das autoridades sanitárias.
O sábado fica estabelecido como o dia de limpeza dos imóveis, de campanhas educativas, em especial às gestantes e de orientação à população.
Microcefalia
A MP concede ainda um Benefício de Prestação Continuada (BPC) temporário, por prazo máximo de três anos, à criança vítima de microcefalia em decorrência de sequelas neurológicas por doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.O benefício será concedido depois do período da licença-maternidade, que passa a ser de 180 dias para as mães dessas crianças. Isso valerá para todas as seguradas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): especial, contribuinte individual, facultativa e trabalhadora avulsa.
Por orientação do Ministério da Saúde e do Desenvolvimento Social, foi vetado o dispositivo (parágrafo 1º do artigo 18) que condicionava a concessão do benefício à “miserabilidade do grupo familiar”.
Vetos
O presidente Temer vetou, por sugestão do Ministério do Planejamento, todos os dispositivos do projeto que concedem benefícios e incentivos tributários. No texto aprovado pelo Legislativo (artigo 6º), a proposta isentava do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a cadeia produtiva de repelentes, inseticidas, telas e mosquiteiros de combate ao mosquito Aedes aegypti.Apesar de manter (artigo 7º) a criação do Programa Nacional de Apoio ao Combate às Doenças Transmitidas pelo Aedes(Pronaedes), o presidente interino vetou os dispositivos (artigo 8º, 11, 12, 13 e 14) que previam incentivos fiscais capazes de financiar projetos.
Pessoas físicas e jurídicas poderiam doar dinheiro, bens móveis ou imóveis, ceder bens para uso ou equipamentos ou realizar manutenção ou reparos em bens móveis, assim como fornecer material de consumo e insumos. O valor envolvido poderia ser deduzido do Imposto de Renda até atingir até 1,5% do imposto devido pela pessoa física e até 1% do imposto devido pela pessoa jurídica.
Incluído no texto pela Câmara, esse ponto havia sido questionado no Senado, já que a isenção de tributos se trataria de iniciativa privativa do Executivo. Os vetos (Veto 25/16) serão analisados pelo Congresso em data ainda a ser definida.
*Fonte Agência Senado
*Imagem: Ilustrativa
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Paraná tem mais de 51 mil casos confirmados de dengue, diz Saúde
O Paraná já tem 51.615 casos de dengue confirmados desde agosto de 2015. O último informe técnico foi divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta terça-feira (14). Em uma semana, foram registrados 1.282 novos casos da doença.
Nenhuma nova morte foi registrada desde o boletim da semana passada, porém, duas novas cidades entraram para a lista de municípios com epidemia de dengue: Paranapoema, no noroeste, e Nova Esperança do Sudoeste, na região sudoeste do estado. Veja a lista abaixo.
Agora, 81 cidades estão com situação de epidemia. Para um município estar em epidemia, é levado em consideração o número de casos de dengue registrados na cidade – no caso de mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes, já é considerada situação epidêmica.
No total, 57 pessoas morreram de dengue, segundo a Sesa. Dos 399 municípios do Paraná, mais de 310 têm casos confirmados de dengue.
O número de casos do vírus da zika passou de 316 para 324, sendo 108 importados e 216 autóctones, ou seja, contraídos na cidade onde o paciente vive.
Já os casos confirmados de chikungunya subiram de 72 para 75 – desses, 68 são importados e sete autóctones.
Paranaguá, Assaí, Rancho Alegre, Santa Cecília do Pavão, Medianeira, Santa Terezinha de Itaipu, Mamborê, Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Ibiporã, Boa Vista da Aparecida, Munhoz de Mello, Porecatu, Sarandi, Santa Helena, Capanema, Cambará, Quedas do Iguaçu, Cafelândia, Itambaracá, Pérola D’Oeste, Leópolis, Jataizinho, Pérola, Bela Vista do Paraíso, Iguaraçu, Ubiratã, Marialva, Ampére, Colorado, Corbélia, Nova Santa Rosa, Santo Antônio do Paraíso, Paiçandu, Serranópolis do Iguaçu, Itaipulândia, Braganey, Planalto, Tapira, São Sebastião da Amoreira, Londrina, Sertanópolis, Floresta, Cruzeiro do Sul, Maringá, Capitão Leônidas Marques, São Jorge do Ivaí, Santa Isabel do Ivaí, Antonina, Matelândia, Centenário do Sul, Santa Fé, Cambé, Nova Cantu, Realeza, Mandaguaçu, Mandaguari, Ivatuba, Florestópolis, Ivaiporã, Nova Aliança do Ivaí, Porto Rico, Guaraci, Jardim Olinda, Astorga, Santa Izabel do Oeste, Jesuítas, Terra Roxa, Santo Antônio do Caiuá, Toledo, Entre Rios do Oeste, Missal, Atalaia, Tuneiras do Oeste, Ouro Verde do Oeste, Jaguapitã, Ipiranga, Maripá, Céu Azul, Paranapoema e Nova Esperança do Sudoeste.
*Fonte G1
Nenhuma nova morte foi registrada desde o boletim da semana passada, porém, duas novas cidades entraram para a lista de municípios com epidemia de dengue: Paranapoema, no noroeste, e Nova Esperança do Sudoeste, na região sudoeste do estado. Veja a lista abaixo.
Agora, 81 cidades estão com situação de epidemia. Para um município estar em epidemia, é levado em consideração o número de casos de dengue registrados na cidade – no caso de mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes, já é considerada situação epidêmica.
No total, 57 pessoas morreram de dengue, segundo a Sesa. Dos 399 municípios do Paraná, mais de 310 têm casos confirmados de dengue.
Vírus da zika e chikungunya
O número de casos do vírus da zika passou de 316 para 324, sendo 108 importados e 216 autóctones, ou seja, contraídos na cidade onde o paciente vive.
Já os casos confirmados de chikungunya subiram de 72 para 75 – desses, 68 são importados e sete autóctones.
Veja a lista das cidades com epidemia de dengue:
Paranaguá, Assaí, Rancho Alegre, Santa Cecília do Pavão, Medianeira, Santa Terezinha de Itaipu, Mamborê, Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Ibiporã, Boa Vista da Aparecida, Munhoz de Mello, Porecatu, Sarandi, Santa Helena, Capanema, Cambará, Quedas do Iguaçu, Cafelândia, Itambaracá, Pérola D’Oeste, Leópolis, Jataizinho, Pérola, Bela Vista do Paraíso, Iguaraçu, Ubiratã, Marialva, Ampére, Colorado, Corbélia, Nova Santa Rosa, Santo Antônio do Paraíso, Paiçandu, Serranópolis do Iguaçu, Itaipulândia, Braganey, Planalto, Tapira, São Sebastião da Amoreira, Londrina, Sertanópolis, Floresta, Cruzeiro do Sul, Maringá, Capitão Leônidas Marques, São Jorge do Ivaí, Santa Isabel do Ivaí, Antonina, Matelândia, Centenário do Sul, Santa Fé, Cambé, Nova Cantu, Realeza, Mandaguaçu, Mandaguari, Ivatuba, Florestópolis, Ivaiporã, Nova Aliança do Ivaí, Porto Rico, Guaraci, Jardim Olinda, Astorga, Santa Izabel do Oeste, Jesuítas, Terra Roxa, Santo Antônio do Caiuá, Toledo, Entre Rios do Oeste, Missal, Atalaia, Tuneiras do Oeste, Ouro Verde do Oeste, Jaguapitã, Ipiranga, Maripá, Céu Azul, Paranapoema e Nova Esperança do Sudoeste.
*Fonte G1
domingo, 12 de junho de 2016
Cientista diz que minicérebros podem ajudar estudos sobre vírus zika
O uso dos minicérebros, criados em laboratório, para o estudo do zika, que serviu para a comprovação de que havia uma relação entre a infecção pela doença e a microcefalia, é um bom modelo para buscar medicamentos para o tratamento de mulheres grávidas, mas precisa avançar.
A avaliação é do professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ICB-UFRJ), pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e coordenador do Projeto de Criação do Biobanco de Células-Tronco de Pluripotência Induzida (iPS) do Ministério da Saúde, Stevens Rehen. Ele participou hoje (11), no Observatório do Museu do Amanhã, do debate Minicérebros de laboratório: uma revolução na medicina?
A relação entre o zika e a microcefalia foi comprovada por pesquisa realizada no Brasil, da qual Rehen é um dos responsáveis. O estudo foi publicado na revista americana Science. Para o cientista, não basta só entender os mecanismos que levam à microcefalia causada pelo zika, mas prosseguir na busca de medicamentos e alternativas para evitar a infecção e as consequências para o sistema nervoso em desenvolvimento.
Avatares
Rehen informou que os minicérebros funcionam como avatares, que são resultado da transformação de uma célula da pele em uma outra que pode virar qualquer tecido do corpo. “A partir desta reprogramação, a gente cria uma célula que pode virar qualquer tecido e aí a gente instrui esta célula para se transformar nessas estruturas tridimensionais, que têm em torno de 2 milímetros, mas que se desenvolvem como se fossem um cérebro fetal de 2 meses de idade. Com isso, abre uma série de possibilidades para entender como se forma o cérebro humano para estudar doenças”, disse.
O cientista afirmou que a pesquisa é consequência de uma capacidade instalada no Rio de Janeiro, alcançada após investimentos do governo nos últimos 10 anos, mas se mostrou preocupado com a continuidade dos trabalhos.
“Hoje é um problema para a gente, porque existe uma insegurança em relação ao futuro da pesquisa, com a questão da fusão do ministério e outras questões que nos deixam inseguros. Ela foi feita em 25 dias, entre o começo da pesquisa e a publicação para a revista Science, mas isso é porque a gente já tinha a faca e o queijo na mão”, contou.
Combate
De acordo com o pesquisador, é preciso combater o mosquito que já está completamente adaptado ao ambiente urbano e ter uma estratégia de vacinação e um medicamento para uso agudo em pessoas infectadas.
“No caso específico da microcefalia, a gente acha que tem uma outra coisa envolvida também que pode ser o ambiente. O zika está muito presente em áreas pobres, áreas carentes, onde muito provavelmente o pré-natal não foi bem feito e a mulher pode ter deficiência nutricional. Então, tem outras coisas envolvidas que temos que explorar, mas, talvez, por aí seja uma forma de evitar a doença”, disse. Acrescentou que se sente feliz com o nível de pesquisas e estudos realizados no Brasil para o esclarecimento da infecção do zika e os seus reflexos.
Células tronco
Ainda no debate, o professor apontou que, no futuro, o tratamento de células com o uso de outras células produzidas a partir de partes do próprio paciente poderá ser usado contra o câncer. Ele reconheceu que isso pode gerar um tipo de discussão sobre ética. “É natural desafiar os limites éticos da sociedade”, finalizou.
*Informações da Agência Brasil
*Imagem: Cristina Índio do Brasil - Agência Brasil
A avaliação é do professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ICB-UFRJ), pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e coordenador do Projeto de Criação do Biobanco de Células-Tronco de Pluripotência Induzida (iPS) do Ministério da Saúde, Stevens Rehen. Ele participou hoje (11), no Observatório do Museu do Amanhã, do debate Minicérebros de laboratório: uma revolução na medicina?
A relação entre o zika e a microcefalia foi comprovada por pesquisa realizada no Brasil, da qual Rehen é um dos responsáveis. O estudo foi publicado na revista americana Science. Para o cientista, não basta só entender os mecanismos que levam à microcefalia causada pelo zika, mas prosseguir na busca de medicamentos e alternativas para evitar a infecção e as consequências para o sistema nervoso em desenvolvimento.
Avatares
Rehen informou que os minicérebros funcionam como avatares, que são resultado da transformação de uma célula da pele em uma outra que pode virar qualquer tecido do corpo. “A partir desta reprogramação, a gente cria uma célula que pode virar qualquer tecido e aí a gente instrui esta célula para se transformar nessas estruturas tridimensionais, que têm em torno de 2 milímetros, mas que se desenvolvem como se fossem um cérebro fetal de 2 meses de idade. Com isso, abre uma série de possibilidades para entender como se forma o cérebro humano para estudar doenças”, disse.
O cientista afirmou que a pesquisa é consequência de uma capacidade instalada no Rio de Janeiro, alcançada após investimentos do governo nos últimos 10 anos, mas se mostrou preocupado com a continuidade dos trabalhos.
“Hoje é um problema para a gente, porque existe uma insegurança em relação ao futuro da pesquisa, com a questão da fusão do ministério e outras questões que nos deixam inseguros. Ela foi feita em 25 dias, entre o começo da pesquisa e a publicação para a revista Science, mas isso é porque a gente já tinha a faca e o queijo na mão”, contou.
Combate
De acordo com o pesquisador, é preciso combater o mosquito que já está completamente adaptado ao ambiente urbano e ter uma estratégia de vacinação e um medicamento para uso agudo em pessoas infectadas.
“No caso específico da microcefalia, a gente acha que tem uma outra coisa envolvida também que pode ser o ambiente. O zika está muito presente em áreas pobres, áreas carentes, onde muito provavelmente o pré-natal não foi bem feito e a mulher pode ter deficiência nutricional. Então, tem outras coisas envolvidas que temos que explorar, mas, talvez, por aí seja uma forma de evitar a doença”, disse. Acrescentou que se sente feliz com o nível de pesquisas e estudos realizados no Brasil para o esclarecimento da infecção do zika e os seus reflexos.
Células tronco
Ainda no debate, o professor apontou que, no futuro, o tratamento de células com o uso de outras células produzidas a partir de partes do próprio paciente poderá ser usado contra o câncer. Ele reconheceu que isso pode gerar um tipo de discussão sobre ética. “É natural desafiar os limites éticos da sociedade”, finalizou.
*Informações da Agência Brasil
*Imagem: Cristina Índio do Brasil - Agência Brasil
sábado, 11 de junho de 2016
Ministério da Saúde pode comprar testes que comprovam zika
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, vai a Salvador, na segunda-feira (13), verificar - junto ao Laboratório Bahiafarma - a possibilidade de compra, em grande quantidade, pelo governo federal, de um teste rápido de comprovação do vírus zika. Ele não informou quantos testes seriam comprados, mas acrescentou que, atualmente, os testes que já são aplicados em pessoas que apresentam os sintomas permitem a identificação e notificação de todos os casos.
Por isso, classificou de confiáveis os números de registros da doença feitos no país. O ministro fez o comentário durante entrevista a correspondentes estrangeiros para apresentar as ações de saúde com vistas aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
“Estamos procurando dar a vocês subsídios para que possam tranquilizar as pessoas de que neste período [dos Jogos], no Rio de Janeiro, o risco é baixíssimo de alguém ser contaminado com zika. Menos de uma pessoa em 500 mil visitantes estrangeiros, pelas projeções da Universidade de Cambridge [no Reino Unido] e de outros tantos cientistas, está sujeita a ser contaminada, portanto, é quase risco zero”, contou.
O ministro espera que, com as informações prestadas, os atletas estrangeiros se tranquilizem e venham para o Brasil. “Estamos falando de um espetáculo, de um mega evento, mas para cada atleta é a vida deles. Aquilo para o que se dedicam e aquilo no que acreditam e nós queremos que eles venham com absoluta tranquilidade para o ápice de toda a preparação que fizeram durante anos”, destacou.
Reunião da OMS
Ricardo Barros revelou que, na terça-feira (14), o comitê de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS) vai se reunir, por videoconferência, como ocorre a cada 90 dias, e poderá avaliar as recomendações feitas com relação aos cuidados e prevenção relacionados ao vírus zika.
O ministro da Saúde afirmou que tudo indica que as recomendações permanecerão, como a de que grávidas evitem viajar para os 60 países onde foi constatada a presença do vírus, ou então, para que mulheres retardem a gravidez até que a comunidade científica internacional amplie os conhecimentos sobre os reflexos do vírus. Barros descartou, no entanto, a possibilidade de o comitê propor a mudança de datas ou de local dos Jogos 2016.
“Nós não consideramos a hipótese de adiamento das Olimpíadas. Não há nenhuma base científica que recomende este tipo de decisão. O que espero em relação aos atletas que estão em dúvida de virem ao Rio de Janeiro é que a nossa explanação hoje sirva de informação para que eles possam rever a sua posição e venham competir no Brasil, porque, de fato, nós estaremos em uma das regiões de menor circulação do vírus. Nos outros países em que ele existe, muitos estarão em temporada de verão, com alta proliferação do vírus. A região do Caribe, por exemplo, onde há uma circulação de milhares de turistas, tem uma possibilidade muito maior de alguém adquirir o vírus lá, do que aqui durante o inverno no Rio de Janeiro. Espero que os atletas possam, a partir das nossas informações, rever as suas posições e esperamos ter todos aqui conosco nas olimpíadas”, disse.
De acordo com o ministro, o governo brasileiro resolveu acatar todas as recomendações da OMS para as Olimpíadas e para o vírus zika. “Temos uma grande estrutura montada para que possamos - com segurança - receber aqueles que vêm ao Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e vamos informar o que está disponível em infraestrutura para suportar esta vinda dos turistas e da família olímpica para os Jogos Olímpicos”, disse.
O ministro da Saúde afirmou, ainda, que, durante a Copa do Mundo, quando o número de visitantes superou 1 milhão de pessoas, houve apenas três casos de dengue e que, às vésperas dos Jogos 2016, a possibilidade é menor, com a expectativa de o país receber até 500 mil turistas para acompanhar as competições.
Barros assegurou que a rede de saúde está preparada. O governo federal repassou mais R$ 19,5 milhões para a rede de saúde do estado do Rio de Janeiro. Já há ambulâncias disponíveis e recursos para esses veículos no valor de R$ 30 milhões. Estão selecionados, ainda, 130 leitos para atendimentos de emergência caso sejam comprovados casos de zika. Além disso, haverá o reforço de 3 mil profissionais atuando no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. No Rio de Janeiro, mais de 80% dos imóveis foram vistoriados para identificar focos de dengue.
Cuidados
De acordo com o ministro, o Comitê Olímpico vai distribuir repelentes para todos os atletas e o governo brasileiro está adquirindo unidades do produto para distribuir gratuitamente a gestantes incluídas no Programa Bolsa Família.
Ainda com relação às mulheres que querem engravidar, o ministro da Saúde lembrou que o Instituto Evandro Chagas desenvolveu pesquisas com a Universidade do Texas de uma vacina para o vírus zika e a previsão é iniciar os testes clínicos em novembro. “Temos a expectativa de fazer os testes em fast track como aconteceu com o vírus Ebola e, em pouco tempo, as mulheres poderão ter uma gravidez segura”, afirmou.
*Informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
Por isso, classificou de confiáveis os números de registros da doença feitos no país. O ministro fez o comentário durante entrevista a correspondentes estrangeiros para apresentar as ações de saúde com vistas aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
“Estamos procurando dar a vocês subsídios para que possam tranquilizar as pessoas de que neste período [dos Jogos], no Rio de Janeiro, o risco é baixíssimo de alguém ser contaminado com zika. Menos de uma pessoa em 500 mil visitantes estrangeiros, pelas projeções da Universidade de Cambridge [no Reino Unido] e de outros tantos cientistas, está sujeita a ser contaminada, portanto, é quase risco zero”, contou.
O ministro espera que, com as informações prestadas, os atletas estrangeiros se tranquilizem e venham para o Brasil. “Estamos falando de um espetáculo, de um mega evento, mas para cada atleta é a vida deles. Aquilo para o que se dedicam e aquilo no que acreditam e nós queremos que eles venham com absoluta tranquilidade para o ápice de toda a preparação que fizeram durante anos”, destacou.
Reunião da OMS
Ricardo Barros revelou que, na terça-feira (14), o comitê de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS) vai se reunir, por videoconferência, como ocorre a cada 90 dias, e poderá avaliar as recomendações feitas com relação aos cuidados e prevenção relacionados ao vírus zika.
O ministro da Saúde afirmou que tudo indica que as recomendações permanecerão, como a de que grávidas evitem viajar para os 60 países onde foi constatada a presença do vírus, ou então, para que mulheres retardem a gravidez até que a comunidade científica internacional amplie os conhecimentos sobre os reflexos do vírus. Barros descartou, no entanto, a possibilidade de o comitê propor a mudança de datas ou de local dos Jogos 2016.
“Nós não consideramos a hipótese de adiamento das Olimpíadas. Não há nenhuma base científica que recomende este tipo de decisão. O que espero em relação aos atletas que estão em dúvida de virem ao Rio de Janeiro é que a nossa explanação hoje sirva de informação para que eles possam rever a sua posição e venham competir no Brasil, porque, de fato, nós estaremos em uma das regiões de menor circulação do vírus. Nos outros países em que ele existe, muitos estarão em temporada de verão, com alta proliferação do vírus. A região do Caribe, por exemplo, onde há uma circulação de milhares de turistas, tem uma possibilidade muito maior de alguém adquirir o vírus lá, do que aqui durante o inverno no Rio de Janeiro. Espero que os atletas possam, a partir das nossas informações, rever as suas posições e esperamos ter todos aqui conosco nas olimpíadas”, disse.
De acordo com o ministro, o governo brasileiro resolveu acatar todas as recomendações da OMS para as Olimpíadas e para o vírus zika. “Temos uma grande estrutura montada para que possamos - com segurança - receber aqueles que vêm ao Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e vamos informar o que está disponível em infraestrutura para suportar esta vinda dos turistas e da família olímpica para os Jogos Olímpicos”, disse.
O ministro da Saúde afirmou, ainda, que, durante a Copa do Mundo, quando o número de visitantes superou 1 milhão de pessoas, houve apenas três casos de dengue e que, às vésperas dos Jogos 2016, a possibilidade é menor, com a expectativa de o país receber até 500 mil turistas para acompanhar as competições.
Barros assegurou que a rede de saúde está preparada. O governo federal repassou mais R$ 19,5 milhões para a rede de saúde do estado do Rio de Janeiro. Já há ambulâncias disponíveis e recursos para esses veículos no valor de R$ 30 milhões. Estão selecionados, ainda, 130 leitos para atendimentos de emergência caso sejam comprovados casos de zika. Além disso, haverá o reforço de 3 mil profissionais atuando no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. No Rio de Janeiro, mais de 80% dos imóveis foram vistoriados para identificar focos de dengue.
Cuidados
De acordo com o ministro, o Comitê Olímpico vai distribuir repelentes para todos os atletas e o governo brasileiro está adquirindo unidades do produto para distribuir gratuitamente a gestantes incluídas no Programa Bolsa Família.
Ainda com relação às mulheres que querem engravidar, o ministro da Saúde lembrou que o Instituto Evandro Chagas desenvolveu pesquisas com a Universidade do Texas de uma vacina para o vírus zika e a previsão é iniciar os testes clínicos em novembro. “Temos a expectativa de fazer os testes em fast track como aconteceu com o vírus Ebola e, em pouco tempo, as mulheres poderão ter uma gravidez segura”, afirmou.
*Informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Zika: governo vai monitorar bebês sem microcefalia cujas mães foram infectadas
O Ministério da Saúde vai acompanhar o desenvolvimento de crianças que nasceram sem microcefalia, mas cujas mães foram infectadas pelo vírus Zika durante a gestação. O anúncio foi feito hoje (23) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, no primeiro dia da 69ª sessão da Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra (Suíça).
Em entrevista à Agência Brasil, Barros disse que a ideia é monitorar o surgimento de complicações neurológicas, oculares ou auditivas como sequelas tardias possivelmente associadas à infecção das mães pelo Zika. De acordo com o ministro, o monitoramento será feito ao longo dos primeiros anos de vida das crianças que constam no sistema de vigilância da pasta como casos descartados para microcefalia.
“Tudo vai depender de como vai evoluir a pesquisa”, disse, sobre o período em que as crianças serão monitoradas. A estimativa da pasta é que o acompanhamento seja feito até os cinco anos. “Temos especialistas e uma incidência de Zika que nos permite ter uma base de pesquisa e vamos produzir esses resultados.”
O ministério agora irá definir quais instituições vão oferecer o acompanhamento para identificar se a infecção por Zika, diagnosticada durante a gestação, pode estar relacionada a outras consequências no desenvolvimento da criança. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) vai colaborar com o governo brasileiro na iniciativa.
Barros confirmou que a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, virá ao Brasil em agosto para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A presença de Chan, segundo o ministro, representa uma “demonstração de confiança” no trabalho que está sendo conduzido pelo governo brasileiro para o controle do mosquito Aedes aegypti.
Em Genebra, Barros apresentou um gráfico que mostra a baixa incidência da transmissão de dengue e de outras doenças associadas ao Aedes aegypti durante os meses em que a competição esportiva ocorrerá. O ministro disse que decidiu ir à 69ª sessão da Assembleia Mundial da Saúde para transmitir aos 194 países-membros “tranquilidade” no que diz respeito a medidas de segurança na área da saúde a serem executadas durante a Olimpíada.
*Informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
Em entrevista à Agência Brasil, Barros disse que a ideia é monitorar o surgimento de complicações neurológicas, oculares ou auditivas como sequelas tardias possivelmente associadas à infecção das mães pelo Zika. De acordo com o ministro, o monitoramento será feito ao longo dos primeiros anos de vida das crianças que constam no sistema de vigilância da pasta como casos descartados para microcefalia.
“Tudo vai depender de como vai evoluir a pesquisa”, disse, sobre o período em que as crianças serão monitoradas. A estimativa da pasta é que o acompanhamento seja feito até os cinco anos. “Temos especialistas e uma incidência de Zika que nos permite ter uma base de pesquisa e vamos produzir esses resultados.”
O ministério agora irá definir quais instituições vão oferecer o acompanhamento para identificar se a infecção por Zika, diagnosticada durante a gestação, pode estar relacionada a outras consequências no desenvolvimento da criança. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) vai colaborar com o governo brasileiro na iniciativa.
Rio 2016
Barros confirmou que a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, virá ao Brasil em agosto para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A presença de Chan, segundo o ministro, representa uma “demonstração de confiança” no trabalho que está sendo conduzido pelo governo brasileiro para o controle do mosquito Aedes aegypti.
Em Genebra, Barros apresentou um gráfico que mostra a baixa incidência da transmissão de dengue e de outras doenças associadas ao Aedes aegypti durante os meses em que a competição esportiva ocorrerá. O ministro disse que decidiu ir à 69ª sessão da Assembleia Mundial da Saúde para transmitir aos 194 países-membros “tranquilidade” no que diz respeito a medidas de segurança na área da saúde a serem executadas durante a Olimpíada.
*Informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
Instituto confirma Aedes aegypti como vetor do vírus Zika
Pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) encontrou, pela primeira vez, mosquitos Aedes aegypti infectados pelo vírus Zika na natureza. Outras espécies estão livres do vírus. “Não estamos perdendo esforço nem recursos humanos ou financeiros para atacar outro mosquito que teoricamente não transmite o Zika”, disse o coordenador da pesquisa, Ricardo Lourenço.
Em junho do ano passado, o Instituto Oswaldo Cruz passou a capturar mosquitos próximos a residências de casos suspeitos de Zika e nos seus arredores, para poder confirmar quais mosquitos transmitiriam o vírus Zika.
“O vírus tinha acabado de chegar. Ele migrou pelo mundo antes de chegar aqui e entrou em contato com outros mosquitos e com o Aedes aegypti que estava aqui”. O instituto, então, iniciou a vigilância para identificar quais mosquitos poderiam transmitir a doença.
“O que nós fizemos foi a captura na casa das pessoas e na vizinhança de casos suspeitos e examinamos todos os mosquitos encontrados. Qualquer mosquito que fosse encontrado nessas casas de casos suspeitos, nós examinamos para buscar o vírus Zika. E nós só encontramos no Aedes aegypti”, disse o pesquisador.
Na avaliação de Ricardo Lourenço, a descoberta instituto ajuda a sedimentar o papel do mosquito Aedes aegypti como vetor do vírus Zika. “Traz uma certa estabilidade, uma tranquilidade de que nós estamos atacando o inimigo certo. Esse é o fato mais importante”.
De acordo com informação do IOC, ao longo de dez meses, foram capturados em torno de 1,5 mil mosquitos machos e fêmeas adultos de diversas espécies, dos quais quase a metade era da espécie Aedes aegypti. Os mosquitos foram encontrados no chamado Grande Rio e na Baixada Fluminense.
Todos foram levados para análise no laboratório. Ainda segundo o IOC, a descoberta do mosquito naturalmente infectado complementa outra descoberta, publicada em março deste ano, que havia demonstrado a competência vetorial de mosquitos brasileiros para a transmissão do vírus Zika. Esse estudo foi feito em parceria com o Instituto Pasteur, da França, e publicado na revista científica internacional ‘Plos Neglected Tropical Diseases’.
*Informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
Em junho do ano passado, o Instituto Oswaldo Cruz passou a capturar mosquitos próximos a residências de casos suspeitos de Zika e nos seus arredores, para poder confirmar quais mosquitos transmitiriam o vírus Zika.
“O vírus tinha acabado de chegar. Ele migrou pelo mundo antes de chegar aqui e entrou em contato com outros mosquitos e com o Aedes aegypti que estava aqui”. O instituto, então, iniciou a vigilância para identificar quais mosquitos poderiam transmitir a doença.
“O que nós fizemos foi a captura na casa das pessoas e na vizinhança de casos suspeitos e examinamos todos os mosquitos encontrados. Qualquer mosquito que fosse encontrado nessas casas de casos suspeitos, nós examinamos para buscar o vírus Zika. E nós só encontramos no Aedes aegypti”, disse o pesquisador.
Na avaliação de Ricardo Lourenço, a descoberta instituto ajuda a sedimentar o papel do mosquito Aedes aegypti como vetor do vírus Zika. “Traz uma certa estabilidade, uma tranquilidade de que nós estamos atacando o inimigo certo. Esse é o fato mais importante”.
De acordo com informação do IOC, ao longo de dez meses, foram capturados em torno de 1,5 mil mosquitos machos e fêmeas adultos de diversas espécies, dos quais quase a metade era da espécie Aedes aegypti. Os mosquitos foram encontrados no chamado Grande Rio e na Baixada Fluminense.
Todos foram levados para análise no laboratório. Ainda segundo o IOC, a descoberta do mosquito naturalmente infectado complementa outra descoberta, publicada em março deste ano, que havia demonstrado a competência vetorial de mosquitos brasileiros para a transmissão do vírus Zika. Esse estudo foi feito em parceria com o Instituto Pasteur, da França, e publicado na revista científica internacional ‘Plos Neglected Tropical Diseases’.
*Informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Escola Municipal desenvolve projeto de combate ao mosquito Aedes Aegypti
Os alunos do 2º ano da Escola Maria de Lourdes Affonso Heimbecher, sob orientação da professora Silvana Mello de Paula, desenvolveram no mês de abril o projeto sobre o combate ao mosquito Aedes Aegypti, e as graves doenças causadas pelo mosquito.
Através de pesquisa, atividades em sala de aula, os alunos tiveram oportunidade de conhecer e aprender sobre o assunto. Os alunos confeccionaram cartazes, que foram utilizados para conscientizar toda a população quanto ao cuidado com esse mosquito, os cartazes foram espalhados por toda a cidade.
Os alunos que participaram do projeto se tornaram multiplicadores das informações sobre o perigo de se ter locais, em suas próprias casas, onde é possível a proliferação deste mosquito, e quais atitudes e cuidados que devemos ter para evitá-lo e combatê-lo.
O projeto foi finalizado com uma caminhada por toda a comunidade onde a escola está inserida, levando placas com informações e foram entregues folhetos aos moradores com informações sobre os cuidados que devemos ter para que juntos, não tenhamos o foco do mosquito Aedes Aegypti em nossa cidade, preservando assim a saúde da população.
As ações realizadas na escola levam os alunos a tornarem-se verdadeiros cidadãos, conscientes, participantes e capazes de construir um mundo melhor.
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Ministério da Saúde confirma 1.271 casos de microcefalia no país
O Ministério da Saúde confirmou hoje (4) que, até dia 30 de abril, 1.271 bebês nasceram com microcefalia e outras alterações do sistema nervoso por causas infecciosas em todo o país.
Foram notificados 7.343 casos suspeitos, dos quais 2.492 descartados e 3.580 estão em investigação para diagnóstico conclusivo. Os dados são de registros feitos a partir de outubro de 2015, quando a microcefalia começou a ter notificação obrigatória pelo ministério.
A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Além da microcefalia, já se sabe que a infecção pelo vírus Zika em gestantes também pode ocasionar problemas na visão, no coração e outros problemas neurológicos no feto.
A microcefalia pode ser causada por diversos agentes infecciosos além do Zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.
Dos casos confirmados, 203 tiveram confirmação laboratorial para o vírus Zika. No entanto, o Ministério da Saúde destacou que esse dado reflete um número inferior à totalidade do número de casos relacionados ao vírus. Para o ministério, a maior parte dos casos foi causada pelo Zika, mas isso não foi comprovado em laboratório.
Zika
Transmitido por um mosquito já bem conhecido dos brasileiros, o Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre do ano passado, era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, também transmitidas pelo mesmo mosquito.
Porém, no dia 28 de novembro de 2015, o Ministério da Saúde confirmou que, quando gestantes são infectadas pelo vírus, podem gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro, que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos. Pesquisadores confirmaram que a Síndrome de Guillain-Barré também pode ser ocasionada pelo Zika.
A chegada do vírus ao Brasil elevou o número de nascimentos de crianças com microcefalia de 147, em 2014, para pelo menos 1.271 casos de outubro do ano passado a 30 de abril deste ano.
*Informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
Foram notificados 7.343 casos suspeitos, dos quais 2.492 descartados e 3.580 estão em investigação para diagnóstico conclusivo. Os dados são de registros feitos a partir de outubro de 2015, quando a microcefalia começou a ter notificação obrigatória pelo ministério.
A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Além da microcefalia, já se sabe que a infecção pelo vírus Zika em gestantes também pode ocasionar problemas na visão, no coração e outros problemas neurológicos no feto.
A microcefalia pode ser causada por diversos agentes infecciosos além do Zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.
Dos casos confirmados, 203 tiveram confirmação laboratorial para o vírus Zika. No entanto, o Ministério da Saúde destacou que esse dado reflete um número inferior à totalidade do número de casos relacionados ao vírus. Para o ministério, a maior parte dos casos foi causada pelo Zika, mas isso não foi comprovado em laboratório.
Zika
Transmitido por um mosquito já bem conhecido dos brasileiros, o Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre do ano passado, era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, também transmitidas pelo mesmo mosquito.
Porém, no dia 28 de novembro de 2015, o Ministério da Saúde confirmou que, quando gestantes são infectadas pelo vírus, podem gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro, que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos. Pesquisadores confirmaram que a Síndrome de Guillain-Barré também pode ser ocasionada pelo Zika.
A chegada do vírus ao Brasil elevou o número de nascimentos de crianças com microcefalia de 147, em 2014, para pelo menos 1.271 casos de outubro do ano passado a 30 de abril deste ano.
*Informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
terça-feira, 26 de abril de 2016
Brasil vive tríplice epidemia de vírus transmitidos pelo Aedes aegypti
Com 91 mil casos de Zika, 802 mil de dengue e 39 mil de chikungunya, o Brasil vive desde 2015 uma epidemia das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. “O Brasil vive uma tríplice epidemia dos três arbovírus. Ano passado já vivíamos e ela continua”, disse hoje (26) o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.
A tendência, no entanto, é que as ações de combate ao mosquito, intensificadas em janeiro, reduzam a incidência das doenças, segundo o diretor.
Dengue
Com relação à dengue, em janeiro e em fevereiro deste ano o número de casos foi 50% maior que no mesmo período de 2015. Porém, no fim de março os números foram 13,8% superiores na comparação com o ano passado, indicando a tendência de queda. Ao todo, foram registrados este ano 802.429 casos prováveis de dengue, com 140 mortes.
Apesar do número de mortes ser inferior aos 427 de 2015, Maierovitch diz que outros 307 óbitos estão em investigação. “O número pode subir muito ainda na medida que os óbitos em investigação tiverem seus exames concluídos. Grande parte dos casos em investigação são confirmados”, explicou o diretor.
Os casos são considerados suspeitos porque o ministério adota duas formas de notificação. “Confirmamos por critérios laboratorial e por critério clínico epidemiológico. Ou seja, se no local já tem confirmação laboratorial, os casos com sintomas são registrados como casos prováveis e notificados”, disse Maierovitch.
Mais da metade das notificações de 2016 (463.807) ocorreram na Região Sudeste, com o maior número de casos (278.071) registrados em Minas Gerais.
Zika
Foram registrados 91.387 casos prováveis de infeção pelo vírus Zika de fevereiro – quando a doença começou a ter a notificação obrigatória – até 2 de abril. Desse total, 7.584 gestantes tiveram provável infeção e em 2.844 grávidas o vírus Zika foi confirmado. O Ministério da Saúde ressalta que nem todas as gestantes infectadas terão filhos com microcefalia, malformação em bebês provocada pelo vírus.
Segundo Maierovitch, os casos de Zika registrados são muito inferiores à realidade, já que muitos infectados não apresentam sintomas e em outros casos os sintomas são muito leves e não levam a pessoa ao serviço de saúde.
O diretor esclarece que é possível fazer comparações ou prever tendências com relação ao Zika, já que, no ano passado, o registro da doença não era obrigatório. Ao todo, foram registradas três mortes por infecção do vírus Zika no país.
Chikungunya
Este ano, até 2 de abril, foram notificados 39.017 casos prováveis de chikungunya. Todos os estados do país registraram casos suspeitos da doença. No mesmo período de 2015, foram 7.412 infecções.
Até agora, as mortes por chikungunya em 2016 foram seis, mas os casos estão sendo investigadas para saber se há outros fatores associados, já que, a princípio, a doença tem poucos riscos de mortalidade.
“É uma doença nova, é difícil prever o comportamento da curva [de incidência] porque depende não apenas da presença do vetor e do vírus, mas da entrada do vírus em novos municípios. Sabendo-se que a maior parte da população nunca teve contato com o vírus e não tem imunidade, se ao longo de uma epidemia o vírus entra em municípios grandes e regiões metropolitanas, nós novamente atingimos novos picos de ocorrência”, explicou o diretor do ministério.
*Informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
A tendência, no entanto, é que as ações de combate ao mosquito, intensificadas em janeiro, reduzam a incidência das doenças, segundo o diretor.
Dengue
Com relação à dengue, em janeiro e em fevereiro deste ano o número de casos foi 50% maior que no mesmo período de 2015. Porém, no fim de março os números foram 13,8% superiores na comparação com o ano passado, indicando a tendência de queda. Ao todo, foram registrados este ano 802.429 casos prováveis de dengue, com 140 mortes.
Apesar do número de mortes ser inferior aos 427 de 2015, Maierovitch diz que outros 307 óbitos estão em investigação. “O número pode subir muito ainda na medida que os óbitos em investigação tiverem seus exames concluídos. Grande parte dos casos em investigação são confirmados”, explicou o diretor.
Os casos são considerados suspeitos porque o ministério adota duas formas de notificação. “Confirmamos por critérios laboratorial e por critério clínico epidemiológico. Ou seja, se no local já tem confirmação laboratorial, os casos com sintomas são registrados como casos prováveis e notificados”, disse Maierovitch.
Mais da metade das notificações de 2016 (463.807) ocorreram na Região Sudeste, com o maior número de casos (278.071) registrados em Minas Gerais.
Zika
Foram registrados 91.387 casos prováveis de infeção pelo vírus Zika de fevereiro – quando a doença começou a ter a notificação obrigatória – até 2 de abril. Desse total, 7.584 gestantes tiveram provável infeção e em 2.844 grávidas o vírus Zika foi confirmado. O Ministério da Saúde ressalta que nem todas as gestantes infectadas terão filhos com microcefalia, malformação em bebês provocada pelo vírus.
Segundo Maierovitch, os casos de Zika registrados são muito inferiores à realidade, já que muitos infectados não apresentam sintomas e em outros casos os sintomas são muito leves e não levam a pessoa ao serviço de saúde.
O diretor esclarece que é possível fazer comparações ou prever tendências com relação ao Zika, já que, no ano passado, o registro da doença não era obrigatório. Ao todo, foram registradas três mortes por infecção do vírus Zika no país.
Chikungunya
Este ano, até 2 de abril, foram notificados 39.017 casos prováveis de chikungunya. Todos os estados do país registraram casos suspeitos da doença. No mesmo período de 2015, foram 7.412 infecções.
Até agora, as mortes por chikungunya em 2016 foram seis, mas os casos estão sendo investigadas para saber se há outros fatores associados, já que, a princípio, a doença tem poucos riscos de mortalidade.
“É uma doença nova, é difícil prever o comportamento da curva [de incidência] porque depende não apenas da presença do vetor e do vírus, mas da entrada do vírus em novos municípios. Sabendo-se que a maior parte da população nunca teve contato com o vírus e não tem imunidade, se ao longo de uma epidemia o vírus entra em municípios grandes e regiões metropolitanas, nós novamente atingimos novos picos de ocorrência”, explicou o diretor do ministério.
*Informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Campos Gerais contabiliza 53 casos de dengue
A Secretaria Estadual da Saúde divulgou um novo informe sobre a situação da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus no Paraná. Apesar do fim do verão, o número de casos segue aumentando e mais quatro municípios entraram em epidemia de dengue: Jardim Olinda, Santo Antônio do Caiuá, Cambé e São Sebastião da Amoreira.
O boletim desta semana revela que o Estado já registra 34.050 casos de dengue. São 9.657 ocorrências a mais do que no informe anterior. O aumento se deve a atualização dos números referentes a Paranaguá, no Litoral do Estado. Desde agosto do ano passado, já são 40 óbitos causados pelo vírus da dengue no Paraná.
Nos Campos Gerais, foram confirmados 53 casos de dengue, 23 autóctones e 30 importados. Até agora, nenhuma morte foi registrada nos 12 municípios da 3ª Regional de Saúde. A situação mais preocupante é em Ipiranga, onde 16 pessoas contraíram o vírus dentro da cidade. Neste último boletim não aparecem os quatro novos casos de dengue registrados em Ponta Grossa e anunciados na segunda-feira porque os dados foram coletados até sábado passado.
Quanto à contaminação por zika, foram confirmados 248 casos no Paraná entre agosto de 2015 e abril de 2016. Destes, 22 são gestantes. No mesmo período, 50 pessoas foram diagnosticadas com a febre chikungunya.
*Informações dao Diario dos Campos
*Imagem: Ilustrativa
O boletim desta semana revela que o Estado já registra 34.050 casos de dengue. São 9.657 ocorrências a mais do que no informe anterior. O aumento se deve a atualização dos números referentes a Paranaguá, no Litoral do Estado. Desde agosto do ano passado, já são 40 óbitos causados pelo vírus da dengue no Paraná.
Nos Campos Gerais, foram confirmados 53 casos de dengue, 23 autóctones e 30 importados. Até agora, nenhuma morte foi registrada nos 12 municípios da 3ª Regional de Saúde. A situação mais preocupante é em Ipiranga, onde 16 pessoas contraíram o vírus dentro da cidade. Neste último boletim não aparecem os quatro novos casos de dengue registrados em Ponta Grossa e anunciados na segunda-feira porque os dados foram coletados até sábado passado.
Quanto à contaminação por zika, foram confirmados 248 casos no Paraná entre agosto de 2015 e abril de 2016. Destes, 22 são gestantes. No mesmo período, 50 pessoas foram diagnosticadas com a febre chikungunya.
*Informações dao Diario dos Campos
*Imagem: Ilustrativa
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Centro de Controle de Doenças dos EUA conclui que Zika pode causar microcefalia
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) divulgou nesta quarta-feira (13) um estudo no qual conclui que o vírus Zika pode provocar microcefalia e lesões cerebrais fetais graves. No artigo publicado no New England Journal of Medicine, os autores disseram que, após estudos, está confirmada a relação do vírus com a microcefalia.
“Agora está claro que o vírus provoca microcefalia. E também estamos estudando como o Zika pode ser a ponta do iceberg para outras lesões cerebrais e problemas de desenvolvimento”, detalhou Tom Frieden, diretor do CDC. Segundo ele, a confirmação só reforça a necessidade de que mulheres grávida e seus parceiros evitem 100% a infecção pelo vírus Zika.
Entretanto o relatório pondera que nem todas as gestantes infectadas pelo vírus Zika tiveram fetos com microcefalia, por isso não se pode concluir que só a presença do vírus desencadeia a doença. “Ainda não há uma prova conclusiva sobre isso”, informou o estudo.
Para os pesquisadores, estabelecer a relação causal entre o Zika e as doenças no cérebro dos fetos representa um passo importante para uma conclusão definitiva, mas a prevenção no momento é a chave para evitar novos casos.
O CDC voltou a recomendar que mulheres grávidas evitem viajar para regiões afetadas com casos de contaminação pelo Aedes aegypiti, bem como o uso de preservativo nas relações sexuais. Outra medida é evitar gestações em caso de viagem ou permanência nos lugares com incidência de casos do vírus Zika.
>> Leia mais matérias no Blog do Riomar Bruno sobre o tema
*Com informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
“Agora está claro que o vírus provoca microcefalia. E também estamos estudando como o Zika pode ser a ponta do iceberg para outras lesões cerebrais e problemas de desenvolvimento”, detalhou Tom Frieden, diretor do CDC. Segundo ele, a confirmação só reforça a necessidade de que mulheres grávida e seus parceiros evitem 100% a infecção pelo vírus Zika.Entretanto o relatório pondera que nem todas as gestantes infectadas pelo vírus Zika tiveram fetos com microcefalia, por isso não se pode concluir que só a presença do vírus desencadeia a doença. “Ainda não há uma prova conclusiva sobre isso”, informou o estudo.
Para os pesquisadores, estabelecer a relação causal entre o Zika e as doenças no cérebro dos fetos representa um passo importante para uma conclusão definitiva, mas a prevenção no momento é a chave para evitar novos casos.
O CDC voltou a recomendar que mulheres grávidas evitem viajar para regiões afetadas com casos de contaminação pelo Aedes aegypiti, bem como o uso de preservativo nas relações sexuais. Outra medida é evitar gestações em caso de viagem ou permanência nos lugares com incidência de casos do vírus Zika.
>> Leia mais matérias no Blog do Riomar Bruno sobre o tema
*Com informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
terça-feira, 12 de abril de 2016
Secretaria da Saúde divulga novo boletim da dengue, zika e chikungunya
O informe técnico divulgado nesta terça-feira (12) pela Estadual da Saúde aponta mais oito municípios em epidemia de dengue – Antonina, Matelândia, Missal, Pérola, Iguaraçu, Paiçandu, Florestópolis e Sertanópolis são as novas cidades do Paraná que apresentam mais de 300 casos da doença a cada 100 mil habitantes. No total, agora são 52 municípios epidêmicos.
O número de casos de dengue confirmados no Paraná também aumentou. Agora são 24.393 casos, 2.938 a mais do que na última semana. Dos 399 municípios do Estado, 73% apresentam casos confirmados da doença – 293 municípios nas 22 Regionais de Saúde do Paraná.
“Verificando a série histórica, os casos de dengue seguem aumentando durante o mês de abril. É provável que ainda não tenhamos atingido o pico da epidemia neste período. Por isso, a mobilização não pode parar”, afirma a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.
Os casos de chikungunya passaram de 46 para 49 em uma semana. Desses, apenas cinco casos são autóctones, ou seja, contraídos dentro do município de residência. Os casos de Zika passaram de 223 para 245, com 90 casos importados – confirmados em pessoas que foram contaminadas durante período de viagem de até 15 dias que antecederam o início dos sintomas da doença.
PREVENÇÃO E COMBATE – As ações de mobilização contra o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya continuam em todo Paraná. No sábado (9), o Dia D contra o mosquito Aedes aegypti mobilizou todo o Estado. Para conscientizar a população, as Regionais de Saúde e prefeituras investiram em ações diferenciadas e que chamassem a atenção da comunidade para a necessidade de eliminar o mosquito da dengue.
“Estamos contando com a criatividade dos nossos gestores de saúde para sensibilizar cada vez mais cidadãos paranaenses. A população não pode esquecer de cuidar das suas casas e, mesmo com a queda das temperaturas, não deixar água parada para não dar chance ao mosquito se reproduzir”, ressalta a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.
Em Umuarama, a Universidade Paranaense optou por um trote diferenciado este ano. Os calouros dos cursos das áreas de saúde se tornaram agentes de combate à dengue. Em apenas um dia, 300 alunos conseguiram visitar mais de 4.600 residências e pontos comerciais da cidade.
Em Cianorte, município localizado no Noroeste do Estado, mais de 400 alunos de uma escola municipal saíram às ruas de Cianortinho para lembrar a população dos cuidados necessários para evitar o Aedes aegypti. Durante o trajeto por um dos bairros mais populosos da cidade, os alunos em coro gritavam frases como “fora dengue!” e “vamos acabar com o mosquito!”.
Enquanto os alunos estavam na passeata, um artista local pintou a muro da escola também abordando o tema para reforçar a campanha com quem passava pelo local. Quem estava no Centro da cidade viu mosquitos Aedes aegypti, mas eram os agentes de saúde fantasiados para coletar lixo da região, receber denúncias e fornecer as informações necessárias sobre a doença.
No Norte Pioneiro, em Santa Cecília do Pavão, eliminar focos do Aedes aegypti virou um jogo. Durante a semana, os agentes de saúde do município visitaram as residências de toda a cidade procurando e eliminando os criadouros da dengue. Quem já estivesse com o quintal limpo, ganhava uma cartela para jogar bingo no fim de semana.
Os moradores também precisavam ajudar na limpeza do quintal dos vizinhos e envolver todo o bairro na brincadeira que buscava acabar com a dengue. “Os prêmios do bingo, como televisores e lavadoras de roupas, foram cedidos pelo comércio local para incentivar e envolver todos nesse combate”, conta o coordenador de Endemias da 18ª Regional de Saúde, Alessio Braganholo Neto.
*Com informações da Agência Estadual de Noticias
*Imagem: Ilustrativa
O número de casos de dengue confirmados no Paraná também aumentou. Agora são 24.393 casos, 2.938 a mais do que na última semana. Dos 399 municípios do Estado, 73% apresentam casos confirmados da doença – 293 municípios nas 22 Regionais de Saúde do Paraná.
“Verificando a série histórica, os casos de dengue seguem aumentando durante o mês de abril. É provável que ainda não tenhamos atingido o pico da epidemia neste período. Por isso, a mobilização não pode parar”, afirma a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.
Os casos de chikungunya passaram de 46 para 49 em uma semana. Desses, apenas cinco casos são autóctones, ou seja, contraídos dentro do município de residência. Os casos de Zika passaram de 223 para 245, com 90 casos importados – confirmados em pessoas que foram contaminadas durante período de viagem de até 15 dias que antecederam o início dos sintomas da doença.
PREVENÇÃO E COMBATE – As ações de mobilização contra o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya continuam em todo Paraná. No sábado (9), o Dia D contra o mosquito Aedes aegypti mobilizou todo o Estado. Para conscientizar a população, as Regionais de Saúde e prefeituras investiram em ações diferenciadas e que chamassem a atenção da comunidade para a necessidade de eliminar o mosquito da dengue.
“Estamos contando com a criatividade dos nossos gestores de saúde para sensibilizar cada vez mais cidadãos paranaenses. A população não pode esquecer de cuidar das suas casas e, mesmo com a queda das temperaturas, não deixar água parada para não dar chance ao mosquito se reproduzir”, ressalta a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.
Em Umuarama, a Universidade Paranaense optou por um trote diferenciado este ano. Os calouros dos cursos das áreas de saúde se tornaram agentes de combate à dengue. Em apenas um dia, 300 alunos conseguiram visitar mais de 4.600 residências e pontos comerciais da cidade.
Em Cianorte, município localizado no Noroeste do Estado, mais de 400 alunos de uma escola municipal saíram às ruas de Cianortinho para lembrar a população dos cuidados necessários para evitar o Aedes aegypti. Durante o trajeto por um dos bairros mais populosos da cidade, os alunos em coro gritavam frases como “fora dengue!” e “vamos acabar com o mosquito!”.
Enquanto os alunos estavam na passeata, um artista local pintou a muro da escola também abordando o tema para reforçar a campanha com quem passava pelo local. Quem estava no Centro da cidade viu mosquitos Aedes aegypti, mas eram os agentes de saúde fantasiados para coletar lixo da região, receber denúncias e fornecer as informações necessárias sobre a doença.
No Norte Pioneiro, em Santa Cecília do Pavão, eliminar focos do Aedes aegypti virou um jogo. Durante a semana, os agentes de saúde do município visitaram as residências de toda a cidade procurando e eliminando os criadouros da dengue. Quem já estivesse com o quintal limpo, ganhava uma cartela para jogar bingo no fim de semana.
Os moradores também precisavam ajudar na limpeza do quintal dos vizinhos e envolver todo o bairro na brincadeira que buscava acabar com a dengue. “Os prêmios do bingo, como televisores e lavadoras de roupas, foram cedidos pelo comércio local para incentivar e envolver todos nesse combate”, conta o coordenador de Endemias da 18ª Regional de Saúde, Alessio Braganholo Neto.
*Com informações da Agência Estadual de Noticias
*Imagem: Ilustrativa
Anvisa decide que mosquitos transgênicos devem passar por regulação sanitária
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu que mosquitos geneticamente modificados utilizados para o controle de vetores no país são objeto de regulação sanitária no que diz respeito à segurança e eficácia.
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) já havia aprovado, preliminarmente, a liberação comercial da linhagem OX513A do Aedes aegypti, mosquito geneticamente modificado para controlar a população do vetor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika.
“A própria Lei de Biossegurança, Lei nº 11.105 de 2005, prevê que, além da análise da CTNBio relativa aos aspectos de biossegurança, caberá aos órgãos específicos dos ministérios o registro e a fiscalização comercial dos organismos geneticamente modificados”, informou a Anvisa.
Por meio de nota, o órgão destacou que, a partir de agora, vai analisar e conceder registros para esse tipo de produto após avaliação de segurança e eficácia.
“Para dotar o país de um marco regulatório capaz de avaliar esse e outros produtos semelhantes que venham a ser desenvolvidos, a agência já vem elaborando novas regras, sob o tema 54.1 da Agenda Regulatória 2015-2016: Avaliação de macroorganismos para fins de controle biológico de vetores e patógenos em ambiente urbano”.
No caso específico do mosquito OX513A, produzido pela empresa Oxitec, “como se trata de uma tecnologia inovadora e distinta de todos os demais produtos regulados até o momento”, a Anvisa decidiu estabelecer um instrumento análogo ao Registro Especial Temporário para regularizar o uso em pesquisas que produzam evidências científicas necessárias sobre sua segurança e eficácia.
A tecnologia consiste em produzir machos transgênicos que, quando liberados em locais de elevada incidência de populações selvagens do mosquito, copulam com as fêmeas selvagens e não produzem descendentes que cheguem à idade adulta.
*Com informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) já havia aprovado, preliminarmente, a liberação comercial da linhagem OX513A do Aedes aegypti, mosquito geneticamente modificado para controlar a população do vetor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika.
“A própria Lei de Biossegurança, Lei nº 11.105 de 2005, prevê que, além da análise da CTNBio relativa aos aspectos de biossegurança, caberá aos órgãos específicos dos ministérios o registro e a fiscalização comercial dos organismos geneticamente modificados”, informou a Anvisa.
Por meio de nota, o órgão destacou que, a partir de agora, vai analisar e conceder registros para esse tipo de produto após avaliação de segurança e eficácia.
“Para dotar o país de um marco regulatório capaz de avaliar esse e outros produtos semelhantes que venham a ser desenvolvidos, a agência já vem elaborando novas regras, sob o tema 54.1 da Agenda Regulatória 2015-2016: Avaliação de macroorganismos para fins de controle biológico de vetores e patógenos em ambiente urbano”.
No caso específico do mosquito OX513A, produzido pela empresa Oxitec, “como se trata de uma tecnologia inovadora e distinta de todos os demais produtos regulados até o momento”, a Anvisa decidiu estabelecer um instrumento análogo ao Registro Especial Temporário para regularizar o uso em pesquisas que produzam evidências científicas necessárias sobre sua segurança e eficácia.
A tecnologia consiste em produzir machos transgênicos que, quando liberados em locais de elevada incidência de populações selvagens do mosquito, copulam com as fêmeas selvagens e não produzem descendentes que cheguem à idade adulta.
*Com informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Zika: cientistas anunciam método mais eficaz para destruir ovos do mosquito
Cientistas anunciaram hoje ter desenvolvido um método eficaz e barato para destruir os ovos do mosquito que transmite a dengue e o Zika, recorrendo ao perfume dos próprios insetos para atrair as fêmeas.
Os investigadores, do Canadá e do México, testaram o método em uma zona urbana e remota da Guatemala e concluíram ter destruído sete vezes mais ovos do que com as armadilhas comuns nas mesmas zonas.
O sistema inclui uma armadilha chamada ovillanta, criada a partir de duas partes de 50 centímetros de um antigo pneu, colocadas de forma a simular uma boca, dentro da qual é colocado um fluido leitoso e não tóxico, desenvolvido pela Universidade Laurentia, no Canadá, que atrai os mosquitos.
O líquido está uma tira de papel ou madeira onde a fêmea do mosquito põe os ovos. Esta tira é removida duas vezes por semana, para monitoramento, e os ovos são destruídos pelo fogo ou com etanol.
A concentração de feromona aumenta com o tempo, tornando a armadilha cada vez mais atrativa para os mosquitos, escrevem os investigadores.
Os cientistas concluíram que a ovillanta é mais eficaz para atrair o mosquito Aedes aegypti do que as armadilhas habituais, construídas com baldes de um litro.
Durante o estudo, que durou dez meses, a equipe recolheu e destruiu mais de 18.100 ovos de Aedes aegypti por mês, usando 84 ovillanta, em sete bairros da localidade de Sayaxche, que tem 15.000 habitantes, quase sete vezes mais do que os 2.700 ovos recolhidos mensalmente com 84 armadilhas comuns na mesma zona.
Os cientistas observaram que não foram registados novos casos de dengue na zona abrangida pelo estudo, uma comunidade que normalmente teria duas ou três dezenas de casos naquele período, um dado que consideraram interessante, mas episódico.
O autor do estudo, Gerardo Ulibarri da Universidade Laurentian, disse que destruir ovos de inseto com a ovillanta custa um terço do que custa fazê-lo em depósitos de água natural e apenas 20% do que custa o uso de pesticidas, que, além de matarem os insetos, prejudicam os morcegos, as libélulas e outros predadores naturais dos mosquitos.
Os cientistas explicaram ter decidido usar pneus porque estes representam 29% dos locais escolhidos pelos mosquitos Aedes aegypti para reprodução e também porque os pneus usados são um instrumento universal e barato em ambientes de poucos recursos.
O sistema inclui um programa de formação a distância para aumentar a capacidade de controle de mosquitos pelos profissionais de saúde.
Os mosquitos Aedes aegypti - que transmitem o Zika, a dengue, a chikungunya e a febre-amarela - são extremamente difíceis de controlar com outras estratégias, segundo a Organização Mundial de Saúde.
Um surto de Zika afeta atualmente a América do Sul, e o Brasil, o país mais afetado, registou mais de um milhão e meio de casos.
O vírus é transmitido aos seres humanos pela picada do mosquito Aedes aegypti, que existe em 130 países, e na maioria dos casos provoca apenas sintomas gripais benignos, ou não provoca sintomas de todo.
No entanto, o vírus tem sido associado a casos de microcefalia, doença em que os bebés nascem com o crânio anormalmente pequeno e déficit intelectual, e a casos de Síndrome Guillain-Barré, uma doença neurológica grave.
*Com informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
Os investigadores, do Canadá e do México, testaram o método em uma zona urbana e remota da Guatemala e concluíram ter destruído sete vezes mais ovos do que com as armadilhas comuns nas mesmas zonas.
O sistema inclui uma armadilha chamada ovillanta, criada a partir de duas partes de 50 centímetros de um antigo pneu, colocadas de forma a simular uma boca, dentro da qual é colocado um fluido leitoso e não tóxico, desenvolvido pela Universidade Laurentia, no Canadá, que atrai os mosquitos.
O líquido está uma tira de papel ou madeira onde a fêmea do mosquito põe os ovos. Esta tira é removida duas vezes por semana, para monitoramento, e os ovos são destruídos pelo fogo ou com etanol.
A concentração de feromona aumenta com o tempo, tornando a armadilha cada vez mais atrativa para os mosquitos, escrevem os investigadores.
Os cientistas concluíram que a ovillanta é mais eficaz para atrair o mosquito Aedes aegypti do que as armadilhas habituais, construídas com baldes de um litro.
Durante o estudo, que durou dez meses, a equipe recolheu e destruiu mais de 18.100 ovos de Aedes aegypti por mês, usando 84 ovillanta, em sete bairros da localidade de Sayaxche, que tem 15.000 habitantes, quase sete vezes mais do que os 2.700 ovos recolhidos mensalmente com 84 armadilhas comuns na mesma zona.
Os cientistas observaram que não foram registados novos casos de dengue na zona abrangida pelo estudo, uma comunidade que normalmente teria duas ou três dezenas de casos naquele período, um dado que consideraram interessante, mas episódico.
O autor do estudo, Gerardo Ulibarri da Universidade Laurentian, disse que destruir ovos de inseto com a ovillanta custa um terço do que custa fazê-lo em depósitos de água natural e apenas 20% do que custa o uso de pesticidas, que, além de matarem os insetos, prejudicam os morcegos, as libélulas e outros predadores naturais dos mosquitos.
Os cientistas explicaram ter decidido usar pneus porque estes representam 29% dos locais escolhidos pelos mosquitos Aedes aegypti para reprodução e também porque os pneus usados são um instrumento universal e barato em ambientes de poucos recursos.
O sistema inclui um programa de formação a distância para aumentar a capacidade de controle de mosquitos pelos profissionais de saúde.
Os mosquitos Aedes aegypti - que transmitem o Zika, a dengue, a chikungunya e a febre-amarela - são extremamente difíceis de controlar com outras estratégias, segundo a Organização Mundial de Saúde.
Um surto de Zika afeta atualmente a América do Sul, e o Brasil, o país mais afetado, registou mais de um milhão e meio de casos.
O vírus é transmitido aos seres humanos pela picada do mosquito Aedes aegypti, que existe em 130 países, e na maioria dos casos provoca apenas sintomas gripais benignos, ou não provoca sintomas de todo.
No entanto, o vírus tem sido associado a casos de microcefalia, doença em que os bebés nascem com o crânio anormalmente pequeno e déficit intelectual, e a casos de Síndrome Guillain-Barré, uma doença neurológica grave.
*Com informações da Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa
quarta-feira, 23 de março de 2016
Paraná tem primeiro caso de aborto causado pelo zika vírus
A Secretaria Estadual de Saúde registrou o primeiro aborto causado pelo zika vírus no Paraná. De acordo com o novo boletim atualizado nesta terça-feira (22), o caso, registrado em Londrina, na região norte do estado, evoluiu para um aborto espontâneo do feto na 14ª semana de gestação. A mãe ainda recebe acompanhamento da equipe de saúde, mas passa bem.
Ao todo, 16 grávidas estão entre os 190 casos de zika diagnosticados no estado. As mulheres são residentes de Colorado (8), Curitiba (1), Irati (1), Campo Mourão (1), Paranavaí (1), Maringá (1), Londrina (1), Rancho Alegre (1) e Santa Helena (1).
De acordo com o novo boletim informativo da Secretaria Estadual da Saúde, o Paraná registra 190 casos de zika, 15.946 casos de dengue e 40 de chikungunya. Os números levam em conta casos confirmados autóctones e importados no período de agosto de 2015 até ontem.
Em relação ao zika vírus, a preocupação maior é com as gestantes. Até o momento, pelo menos 16 grávidas foram diagnosticadas com a doença no Estado. As mulheres são residentes de Colorado (8), Curitiba (1), Irati (1), Campo Mourão (1), Paranavaí (1), Maringá (1), Londrina (1), Rancho Alegre (1) e Santa Helena (1). O caso de Londrina evoluiu para um aborto espontâneo do feto na 14ª semana de gestação. Este é o primeiro caso confirmado em que o vírus zika foi a causa de um aborto no Paraná. A paciente continua em tratamento.
Nesta semana, a Secretaria finalizou a investigação de mais sete mortes por dengue no Estado. Ao todo, 27 pessoas morreram no Paraná em decorrência da dengue neste período.
*Com informações da AEN
*Imagem: Ilustrativa
Ao todo, 16 grávidas estão entre os 190 casos de zika diagnosticados no estado. As mulheres são residentes de Colorado (8), Curitiba (1), Irati (1), Campo Mourão (1), Paranavaí (1), Maringá (1), Londrina (1), Rancho Alegre (1) e Santa Helena (1).
De acordo com o novo boletim informativo da Secretaria Estadual da Saúde, o Paraná registra 190 casos de zika, 15.946 casos de dengue e 40 de chikungunya. Os números levam em conta casos confirmados autóctones e importados no período de agosto de 2015 até ontem.
Em relação ao zika vírus, a preocupação maior é com as gestantes. Até o momento, pelo menos 16 grávidas foram diagnosticadas com a doença no Estado. As mulheres são residentes de Colorado (8), Curitiba (1), Irati (1), Campo Mourão (1), Paranavaí (1), Maringá (1), Londrina (1), Rancho Alegre (1) e Santa Helena (1). O caso de Londrina evoluiu para um aborto espontâneo do feto na 14ª semana de gestação. Este é o primeiro caso confirmado em que o vírus zika foi a causa de um aborto no Paraná. A paciente continua em tratamento.
Nesta semana, a Secretaria finalizou a investigação de mais sete mortes por dengue no Estado. Ao todo, 27 pessoas morreram no Paraná em decorrência da dengue neste período.
*Com informações da AEN
*Imagem: Ilustrativa
quarta-feira, 9 de março de 2016
Métodos tradicionais de combate ao zika não estão funcionando, diz OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quarta-feira (9) que o tradicional método de pulverizar inseticida não teve impacto significativo sobre o avanço da dengue, o que significa que sua eficácia contra o zika vírus, transmitido pelo mesmo mosquito, também pode ser questionada. A organização também afirmou que a vacina para combater o surto do zika pode chegar tarde demais.
A organização informou ainda que estabeleceu três prioridades: desenvolver testes para detecção de dengue, chikungunya e zika, doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, desenvolver vacinas de proteção baseadas em vírus não- vivos para mulheres em idade fértil, e ferramentas inovadoras para combater os mosquitos que transmitem as doenças.
Durante um evento para apresentar as conclusões de um estudo sobre o zika, a vice-diretora-geral da OMS, Marie-Paule Kieny, afirmou que “faltam evidências” de que os métodos clássicos de combate ao mosquito tiveram efeito em reduzir os casos. O mesmo se aplica ao zika vírus, disse.
Os pesquisadores também se questionaram se o uso de técnicas inovadoras, como a introdução de mosquitos geneticamente modificados, podem ser necessárias para evitar o surto. Eles disseram, no entanto, que o uso de tais ferramentas deve ser avaliada com “extremo rigor”.
No mês passado, o OMS declarou que o surto de zika nas Américas era uma emergência global.
*Com informações da Folha Press
*Imagem: Ilustrativa
A organização informou ainda que estabeleceu três prioridades: desenvolver testes para detecção de dengue, chikungunya e zika, doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, desenvolver vacinas de proteção baseadas em vírus não- vivos para mulheres em idade fértil, e ferramentas inovadoras para combater os mosquitos que transmitem as doenças.Durante um evento para apresentar as conclusões de um estudo sobre o zika, a vice-diretora-geral da OMS, Marie-Paule Kieny, afirmou que “faltam evidências” de que os métodos clássicos de combate ao mosquito tiveram efeito em reduzir os casos. O mesmo se aplica ao zika vírus, disse.
Os pesquisadores também se questionaram se o uso de técnicas inovadoras, como a introdução de mosquitos geneticamente modificados, podem ser necessárias para evitar o surto. Eles disseram, no entanto, que o uso de tais ferramentas deve ser avaliada com “extremo rigor”.
No mês passado, o OMS declarou que o surto de zika nas Américas era uma emergência global.
*Com informações da Folha Press
*Imagem: Ilustrativa


















