Acontecendo

aaaaaa

Mostrando postagens com marcador Agricultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agricultura. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Cooperativa Witmarsum gerencia Centro de Informações Turísticas


Construído com recursos do Ministério do Turismo e contrapartida da Prefeitura de Palmeira, devido à importância que a atividade representa, o Centro de Informações Turísticas (CIT) de Witmarsum passa a ser gerenciado pela Cooperativa Witmarsum, a partir do mês de dezembro. O espaço foi inaugurado em 2016 e conta com instalações completas para o receptivo turístico e informações, à altura do que a localidade já representa em termos de turismo.

Como novo polo turístico regional bastante frequentado nos finais de semana e feriados, especialmente por visitantes de Curitiba, Ponta Grossa e outras cidades da região, Witmarsum ressentia-se do funcionamento de um local apropriado para as atividades de recepção e informação. O espaço ficou fechado por mais de um ano, mas agora a Cooperativa Witmarsum assumiu a responsabilidade pelo funcionamento.

O CIT estará abeto semanalmente entre quarta-feira e domingo, das 8 às 18 horas, bem como nos feriados, no mesmo horário. No local, além de receptivo e informações, os visitantes poderão adquirir produtos da Cooperativa, como a linha de variedades de Queijos Finos, produtos locais e do município, incluindo pães, bolachas, doces, geleias, cerveja artesanal, vinhos e artesanato.

Para o funcionamento do CIT, a Cooperativa Witmarsum firmou parceria com empreendedores do setor turístico, como pousadas, restaurantes, confeitarias, cafés e lojas de artesanato, que fornecerão materiais de divulgação e produtos para comercialização.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Agência agropecuária disponibiliza Guia de Trânsito Animal online


A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) implantou uma ferramenta para que o produtor obtenha de forma online, diretamente do Sistema de Defesa Sanitária Animal, as Guias de Trânsito Animal (GTA) necessárias para movimentar bovinos e búfalos de forma regular por todo o Paraná.

A medida está sendo implantada em duas etapas. Na primeira, o produtor faz seu cadastro pelo endereço eletrônico www.e-gta.adapar.pr.gov.br e entrega o Termo de Adesão na Unidade Local de Sanidade Agropecuária (Ulsa) da Adapar que tem circunscrição sobre sua propriedade. As informações fornecidas pelo produtor serão analisadas e confrontadas com as que constam no cadastro de sua exploração pecuária.

Na segunda etapa, que inicia em dezembro, os produtores que estiverem em dia com suas obrigações sanitárias receberão login e senha para obter suas GTA de qualquer terminal de computador ou pelo celular.

“A Adapar foi criada para que o Paraná tivesse uma defesa agropecuária de excelência e a e-GTA é mais uma melhoria que eleva a qualidade e a agilidade do nosso serviço. O produtor ganha tempo e pode programar o transporte de suas cargas para qualquer dia ou horário, inclusive nos fins de semana, e a Adapar pode concentrar suas ações em outras demandas de controle sanitário”, explica o diretor-presidente da autarquia, Inácio Afonso Kroetz.

MEDIDAS DE SEGURANÇA - Segundo o gerente de Trânsito Agropecuário da Adapar, Muriel Moreschi, o sistema fornece toda a segurança para que as GTAs sejam emitidas conforme as normas vigentes. “O sistema funciona como uma conta bancária. O produtor tem que ter saldo positivo para movimentar animais. Se no cadastro da exploração consta um rebanho com 20 animais, o produtor só poderá obter GTA para até 20 animais”.

O acesso ao produtor será liberado se todas as informações das explorações pecuárias forem confirmadas, como número de animais na propriedade, raças, espécies e, também, se todos os requisitos sanitários estiverem em dia, como as vacinações obrigatórias. Caso a Adapar constate divergência ou uma não conformidade poderá cancelar o acesso ao produtor.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Ministério da Agricultura vai lançar aplicativo para conectar produtores rurais



O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prepara o lançamento de um aplicativo para celular que vai conectar produtores, legisladores, veterinários e demais pessoas ligadas à pecuária ao maior banco de dados sobre a saúde animal no Brasil. Desenvolvido em parceria da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) com o Departamento de Saúde Animal (DSA) do ministério, o aplicativo, chamado Saúde Animal, vai oferecer informações sobre doenças, vacinas, trânsito de animais e ainda receber denúncias sobre situações irregulares ou suspeitas em qualquer lugar do pais.

Em entrevista à Agência Brasil, o diretor do DSA, Guilherme Marques, um dos criadores do projeto, explica que a equipe partiu da necessidade de atualização do Manual Veterinário de Colheita e Envio de Amostras, feito em 2010.

"A grande dificuldade era, por incrível que pareça, de custos, porque o manual foi impresso em cores em papel resistente a água, o que não era barato. Além do que, hoje em dia, as pessoas não carregam mais informações impressas. Elas carregam o celular, mesmo na roça. Então pensamos num aplicativo que pudesse inclusive funcionar offline". explica.

Falando com Lia


Ainda em fase de testes, o aplicativo vai funcionar tanto no sistema Android quanto no IOS e já tem uma atendente virtual, chamada Lia, que responde em português, espanhol ou inglês a perguntas dos usuários.

"Por enquanto - explica Marques - ela ainda não sabe muita coisa, porque o banco de dados ainda não tem tudo. Mas as informações vão sendo passadas por produtores, veterinários, técnicos e processadas no DSA. A ideia é que os dados sejam atualizados constantemente".

Para acessar as informações, o usuário terá que se cadastrar e a partir dai ficará conectado com a atendente virtual, que poderá responder às suas perguntas. Isso é importante para a localização do usuário, pela qual o aplicativo identifica a região e pode oferecer o conteúdo mais adequado.

As notificações de doenças, ou de suspeitas de doenças, poderão ser feitas off line e a assistente Lia avisa que elas serão transmitidas ao sistema assim que o usuário se conectar a uma rede. Apesar da quantidade e da complexidade do conteúdo, o aplicativo é leve suficiente para não sobrecarregar a memória dos smartphones.

Público-alvo


Segundo Guilherme Marques, o aplicativo deve atingir, em todo o Brasil, um público-alvo de 5 milhões de produtores rurais, 120 mil veterinários e mais 18.700 servidores públicos e auxiliares técnicos da saúde animal.

"Toda e qualquer produção de conhecimento e tecnologia precisa estar numa base de dados por duas razões principais: primeiro, melhorar o conhecimento e o nível de educação no meio agropecuário; e, segundo, permitir a maior participação do produtor na formulação das politicas públicas". disse Marques.

O novo aplicativo será lançado oficialmente no próximo dia 4 de dezembro, durante o Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal - Endesa 2017 - em Belém, estado do Pará, com a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi

sábado, 7 de outubro de 2017

IBGE inicia Censo Agro 2017 em Porto Amazonas

Recenseadora Adriele entrevistando produtor rural de Porto Amazonas

Os recenseadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) começaram a percorrer as propriedades rurais de Porto Amazonas e de todo o Brasil, para o levantamento de dados que farão parte do Censo Agropecuário 2017. Porto Amazonas conta com uma recenseadora para a coleta de informações.

Adriele Aparecida Dos Santos, recenseadora do IBGE, já está visitando as propriedades rurais, de acordo com ela, em Porto Amazonas são aproximadamente 190 propriedades para fazer o levantamento.

O chefe da Agência do IBGE de Campo Largo, região a qual Porto Amazonas está inserido, Olindo Frazeto Filho, durante o lançamento do Censo em Campo Largo, solicitou apoio dos municípios para que incentivem os proprietários de imóveis rurais a receberem os recenseadores e repassarem informações reais. Lembrou também que não há identificação das propriedades quando ocorrer a divulgação dos dados relativos aos municípios.

Explicou que estão sendo levantadas informações de tudo o que se refere ao setor agrícola da região, como população, maquinário, produção de grãos, pecuária, utilização de insumos, entre outros.

Salientou ainda, que todos os recenseadores possuem identificação, com crachá, colete e boné próprios do IBGE, além de portar o Dispositivo Móvel de Coleta (DMC), uma espécie de aparelho celular, onde serão coletadas as informações. Em caso de dúvidas, o agricultor pode entrar em contato com o instituto, através do telefone 0800 – 721 – 8181, onde poderá obter mais detalhes a respeito do Censo e também da identificação dos recenseadores.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Produtores rurais deverão emitir Nota Fiscal Eletrônica


Conforme determinação da Receita Estadual do Paraná, todas as receitas interestaduais de Produtor Rural devem ser contabilizadas com a Nota Fiscal de Produtor Rural. A partir de 1º de janeiro de 2018 será vedada a utilização da Nota Fiscal de Produtor Rural em papel (modelo 4). A Prefeitura Municipal de Porto Amazonas recomenda que os produtores rurais do município busquem pelo cadastro e regularização junto à Receita Estadual o quanto antes, para evitar descumprimento do prazo em 2018.

A emissão de Nota Fiscal de Produtor Eletrônica deverá ser feita através de sistema via internet, no portal da Receita Estadual do Paraná. O acesso acontece em ambiente seguro, com uso de chave e senha para cada produtor cadastrado.

Para emissão da Nota é necessário realizar um cadastro de usuário no portal da Receita/PR, através do endereço www.fazenda.pr.gov.br. Os produtores rurais, obrigatoriamente, precisam fazer o cadastro de usuário no portal Receita/PR para emissão da NFP-e.

A recomendação é que o cadastro não seja feito na última hora, pois as informações cadastradas de cada produtor rural usuário precisam ser encaminhadas para a Receita Estadual, via correio, aguardando prazo para homologação.

Para auxiliar os produtores rurais do município, o Departamento de Fomento Agropecuário de Porto Amazonas, irá disponibilizar um computador com acesso à internet e impressora, e ainda contará com um funcionário para orientar no cadastramento junto a Receita Estadual, o atendimento se inicia nesta quinta-feira (05) na rua Barão do Rio Branco 230.

sábado, 30 de setembro de 2017

Festival da Primavera do VPA espera publico recorde


Na sua quarta edição, o Festival da Primavera espera um publico recorde e com muitas novidades espera atingir suas metas que é ser um evento diferenciado e consolidado na região dos Campos Gerais.

Além de muitas flores e plantas ornamentais, os organizadores esperam muita procura nos cursos apresentados para esse ano que serão a oficina de Terrário e O Dia de agricultor. Essas Oficinas de práticas em jardinagem de baixíssimo custo fornecerão certificação e poderão ser uma oportunidade profissional para os participantes assim como um hobby, explica Leonel Anderman idealizador e organizador das Oficinas.

A técnica do Terrário e uma ótima terapia ocupacional podendo ser ate mesmo uma fonte de renda . A profissional Cássia Dias, traz essa novidade para nossa região com aonde as pessoas aprenderão na pratica como fazer um terrário e ainda levarão para casa o material desenvolvido.

Para o dia de agricultor os integrantes dessa oficina passarão o dia trabalhando em varias etapas de praticas de jardinagem aprendendo desde a semeadura de uma semente, a técnicas de , plantio, podas, segredos de cultivo, limpezas, irrigação. No final do dia terão aprendido em um dia o que levariam dias lendo, pois a prática com profissionais do ramo facilita muito o aprendizado.

O VPA convida a todos para participarem e passarem um dia agradável na natureza onde terá toda a estrutura de alimentação e ainda passeios na mata e passeios de trator nas áreas do viveiro.

Maiores informações na Fan Page ViveiroVpa, ou www.viveiroportoamazonas.com.br, nos telefones 042 3256 1594 e WhatsApp 42 991221661.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Projeto Sistema Ovinos e Caprinos é apresentado em Esteio-RS

Assessor técnico da ARCO Edegar Franco, Analista de Sistemas Atila de Freitas JR. Gerente de negócios Luciana, presidente da ARCO Paulo Afonso Schwab, Zootecnista da secretaria de Agricultura de Palmeira Juliana F. Borges.

A 40ª Expointer, exposição reconhecida como um dos maiores eventos do mundo no gênero, sendo considerada a maior feira a céu aberto da América Latina, ocorreu entre 26 de agosto e 3 de setembro de 2017 e reuniu as últimas novidades da tecnologia agropecuária e agroindustrial. Estavam expostas as mais modernas máquinas, o melhor da genética e as raças de maior destaque criadas no Estado.

A importância da Expointer se dá, além da exposição da excelência da produção primária, também pela diversidade de atrações que proporciona, sejam na realização de seminários, workshops voltados ao manejo no campo, palestras, audiências públicas de interesse do setor agropecuário, dinâmicas de maquinário agrícola, shows, áreas de lazer, alimentação e uma variedade de atrações que levam centenas de milhares de pessoas ao parque no período da feira, que se torna centro de atenções em âmbito estadual e nacional. A Expointer assume a condição de elo entre o meio rural e o urbano.

No último fim de semana marcaram presença em Esteio RS a Zootecnista da Secretaria de Agricultura de Palmeira Juliana F. Borges juntamente com o Analista de Sistemas e gerente do projeto Atila de Freitas Junior, ambos criadores do Projeto Sistema Ovinos, que entraram em recente parceria com a Prefeitura (Secretaria de Agricultura) de Palmeira – Pr para implantação do sistema junto aos criadores de ovinos e caprinos da região que abrange o município de Palmeira, o sistema tem também parceria com a EMATER de Palmeira e a UEPG de Ponta Grossa através do professor Izaltino Cordeiro. Durante visita a Expointer foi apresentado o Sistema de gerenciamento de Ovinos e Caprinos para o Estado do Rio Grande do Sul, projeto este de controle zootécnico e manejo, que utiliza tecnologia de Inteligência Artificial garantindo o controle do nascimento do animal ate o abate, visando também o rastreamento e procedência da carne ovina e caprina para o consumidor final.

Na feira o Sistema foi apresentado para alguns presidentes de associações das raças:

· “Rafael Paim”, presidente da raça Ile de France;

· “Vinício Bastos”, presidente da raça Suffolk;

· “Silvio Rosa de Sousa”, presidente da raça Hampshire Dow,

· “Geraldo da Paixão Jesus”, presidente da raça Merino Australiano.

Entre outros nomes de destaque da Feira também estava a ARCO (Associação Brasileira do Rio Grande de criadores de Ovinos). Segundo o Presidente da Associação, Paulo Afonso Schwab,  que ficou surpreso com o sistema inovador de rastreamento da carne ovina criado e implantado na Universidade Estadual de Ponta Grossa, há grandes possibilidades da ARCO formar parceria e aderir o SISTEMA OVINOS para os seus associados.

A U.F.R.G. (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) através da professora, Verônica Schimidt, demonstrou interesse na implantação do software na Universidade Gaúcha.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Paraná vai colher 40 milhões de toneladas de grãos


Em nova reavaliação de safra, a Secretaria da Agricultura e Abastecimento estima que a safra agrícola 2016/17 poderá superar 40 milhões de toneladas, entre as três safras plantadas no Paraná. O relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), que acompanha mensalmente a evolução das lavouras, já registrou as perdas iniciais na safra de trigo, devido à geada recente, seca durante a evolução da cultura e, ainda, menor área de plantio.

De acordo com o secretário Norberto Ortigara, ainda há riscos pela frente. “Estamos praticamente na metade do inverno, sendo assim, poderão ocorrer novas perdas para os cereais de inverno como aveia, cevada, centeio, trigo e triticale”, explicou. Para o trigo, principal cereal de inverno no Paraná, as geadas ocorridas no mês de junho não causaram prejuízos às lavouras. Já as de julho causaram alguns danos que começam a ser contabilizados.

“Podemos considerar essa situação como normal no período de inverno”, observou Ortigara. É importante ressaltar que as grandes lavouras já escaparam do período mais vulnerável. No entanto, o alerta permanece para o trigo e outros grãos de inverno, cujas plantas estão suscetíveis às quedas drásticas de temperaturas que poderão ocorrer até o fim da estação. “Mesmo assim, o Paraná mais uma vez colhe uma grande safra”, comemora o secretário.

SAFRA DE VERÃO -
Para o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni, a safra de grãos de verão foi encerrada no Paraná, consolidando-se com um volume de 25 milhões de toneladas, um aumento de 24% sobre a safra do ano passado. A segunda safra de grãos, em andamento, está com expectativa de aumento de 30% sobre o mesmo período do ano passado, devendo atingir 14 milhões de toneladas puxada pelo milho segunda safra.

“Nossas atenções estão concentradas na cevada e no trigo, que representam cerca de 81,5% da área cultivada no inverno e 88,3% da produção esperada. Até agora estamos bem, mesmo convivendo com frentes frias no final de abril, nos primeiros dez dias de junho e na segunda quinzena de julho com ocorrências de geadas”, explica Simioni.

Apesar do frio, chuva e agora seca, esse ano os produtores têm driblado as variações abruptas do clima. “De maneira geral, as estimativas feitas pelo Deral continuam apontando que o Paraná vem de uma sequência de boas safras, beneficiado pelo clima, como ocorreu nas demais regiões produtoras de grãos do mundo na safra 2016/2017”, observou Simioni.

TRIGO - O trigo plantado no Paraná já registra perdas de 6% na produção devido às geadas recentes e período de seca que atingiu as lavouras do Oeste e Centro do Estado. Fora isso, houve redução de área ocupada pela cultura, que este ano foi 13% menor.

A expectativa inicial do Deral era colher três milhões de toneladas de trigo e agora foi reavaliada para 2,8 milhões de toneladas, uma perda de 200 mil toneladas do grão.

O engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, prevê novas perdas com a previsão com a ocorrência de, pelo menos, mais duas geadas até o final do inverno, conforme estão prevendo os especialistas em clima. Além disso, essas perdas serão melhores dimensionadas à medida que as plantas crescem e revelam com mais intensidade os danos ocorridos. Segundo Godinho, 56% da área plantada (955.835 hectares) ainda está exposta a risco de geadas.

O mercado esboçou uma reação tímida a esse cenário e o produtor ainda está com o produto cotado abaixo do custo de produção. O preço de venda está estimado em R$ 36 a saca, enquanto o custo foi de R$ 38 a saca para o produtor plantar. A preocupação é que o período ainda é de entressafra e quando for de colheita, a tendência é de caírem os preços pagos ao produtor.

MILHO - Com metade da segunda safra de milho já colhida, é possível prever um grande volume do grão este ano no Estado. As duas safras devem totalizar 18,5 milhões de toneladas, cerca de cinco milhões acima da colheita obtida no ano passado.

A primeira safra, já encerrada, rendeu 4,9 milhões de toneladas, um aumento de 47% sobre igual período no ano passado. A segunda safra, com a colheita em curso, deverá atingir 13,7 milhões de toneladas, um aumento de 35% sobre o mesmo período do ano passado. Apesar de um bom volume, a segunda safra de milho apresenta uma perda de 3% em relação ao potencial produtivo estimado pelo Deral, que apontava para uma colheita de 14,2 milhões de toneladas.

De acordo com o analista e administrador Edmar Gervásio, a primeira safra de milho do Paraná contribuiu com 47% a mais no volume e 24% a mais na área plantada. A segunda safra contribuiu com 35% a mais no volume e 10% na área plantada.

A produção de milho paranaense atende ao mercado interno no suprimento das cadeias produtivas de suínos e aves. Mas, este ano, a tendência é aumentar o ritmo de exportações que podem atingir entre três e quatro milhões de toneladas, ressaltou Gervásio.

Com maior oferta, os preços pagos aos produtores caíram de R$ 30 a saca, há um ano, para cerca de R$ 18 a saca, atualmente – uma queda de 48%. De acordo com o técnico, os preços retornaram próximos à média histórica, de R$ 20 a saca, devido ao excesso de oferta do grão.

FEIJÃO - A segunda safra de feijão já está totalmente colhida e atingiu um volume de 339 mil toneladas, 14% maior que a produção obtida no mesmo período do ano passado. Apesar disso, as lavouras apresentavam um potencial produtivo estimado pelo Deral, de 455 mil toneladas.

Segundo o economista Methódio Groxco, houve uma perda de 25% sobre o potencial produtivo em decorrência das primeiras geadas que atingiram as lavouras de feijão no Sudoeste do Estado, no mês de abril. Além disso, ocorreram chuvas em excesso entre os meses de maio e junho que também prejudicaram as lavouras.

Segundo Groxco, a comercialização do feijão este ano está mais lenta porque o mercado está com muita oferta, com grandes volumes do grão vindos de outros estados e também da Argentina. Além disso, no período de férias reduz-se o consumo de feijão, o que vem provocando queda nos preços pagos ao produtor.

No mês de julho, o feijão de cor está com queda de 42% e o feijão preto, com 70% de redução.

SOJA - A safra de soja se consolidou com um volume de 19,6 milhões de toneladas, 19% a mais que no ano passado. A comercialização está mais lenta que no ano anterior por causa da queda nos preços. Segundo o economista Marcelo Garrido, em 2016, nesse mesmo período, o produtor vendeu a soja por R$ 75 a saca. Este ano, está cotada a R$ 60 a saca, uma redução de 20% devido ao excesso de oferta no mercado e também por causa do câmbio, que não está muito atraente. Diante disso, o produtor está retendo o produto o quanto pode, explica Garrido.

Mercados e açougues de Porto Amazonas passam a oferecer carnes da Pecuária Baronesa


Uma novidade chegou aos mercados e açougues de Porto Amazonas, é a carne da Pecuária Baronesa de São Mateus do Sul, que possui mais de 18 anos de tradição no cultivo de erva e criação de gado.

A empresa vem focando em fornecer aos consumidores paranaenses, carnes de qualidade diferenciada, pois conta com um controle de qualidade em todos os animais que são abatidos, que vai desde a seleção dos criadores, que recebem acompanhamento veterinário, controle sanitário, até a alimentação balanceada.
Todos os animais são jovens e antes do abate passam por um período de confinamento, o que garante uma carne com suculência e maciez incomparável, nos mais variados cortes.

A Pecuária Baronesa, por estar no município vizinho de São Mateus do Sul, garante a rapidez na entrega da carne na cidade, assim o consumidor tem a certeza que está adquirindo uma carne fresca, com todas as suas características intactas e livre de conservantes.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Novo inseticida controla Mariposa-oriental na maçã


Os produtores brasileiros de maçã contam com uma nova alternativa para o controle da Mariposa-oriental (Grapholita molesta). Trata-se do inseticida Nomolt 150 (Teflubenzuron), que já possuía recomendação para diversas pragas em outras culturas, conforme o sistema

“A solução é uma ferramenta importante para o controle e manejo de resistência e deve ser aplicada no início da infestação da praga”, recomenda Rodrigo Pifano, gerente de Marketing de Hortifrúti da Basf. Ele afirma que o lançamento reforça o compromisso da fabricante em desenvolver soluções inovadoras que tragam maior rentabilidade ao produtor rural.

A nova solução será lançada durante o 15º Enfrute, que acontece entre os dias 25 e 27 de julho em Fraiburgo (SC). A produção de maçã para a safra 2017/2018 está estimada em 1,2 milhão de toneladas, 17,6% a mais que a última safra, segundo dados do IBGE.

Atualmente, os pomares estão no período de dormência, momento decisivo que antecede os preparativos para uma boa floração. Além de precisarem de muitas horas de temperaturas abaixo de 7 graus, as macieiras também devem passar por um monitoramento, visando o manejo preventivo de pragas e doenças para assegurar uma produtividade satisfatória.

A incidência da Mariposa-oriental é muito comum no sul do Brasil, maior região produtora de maçãs do país. Os prejuízos são causados pelas lagartas, que atacam os tecidos do cultivo, provocando seu ressecamento e perdas significativas na produção, principalmente em cultivares tardias.

Fonte Agrolink

Fabricantes vão alterar composição de vacina contra febre aftosa até 2018


Fabricantes de vacina contra a febre aftosa no Brasil aceitaram fazer alterações na composição e volume de dose de imunização da vacina, atendendo demanda da cadeia produtiva, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), entidade que reúne essas empresas. As mudanças, em três etapas, deverão começar já no próximo mês e serão concluídas até novembro de 2018.

As mudanças na vacina foram solicitadas em documento que seis entidades do agronegócio encaminharam no dia 10 deste mês ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O próprio ministério atribuiu a decisão do governo norte-americano de suspender a importação de carne brasileira à existência de abcesso causado pela aplicação da vacina contra a aftosa e determinou a exportação de carne fatiada para contornar o problema.

A primeira mudança, de acordo com o sindicato dos fabricantes, já vai ocorrer no próximo mês: o início da fabricação de vacina contra aftosa bivalente (vírus O 1 e A24), com a retirada do vírus C, já erradicado do Brasil. Já a partir de maio de 2018, a indústria passará a produzir vacina com 2 mililitros (ml), em substituição à atual, de 5 ml. Além disso, os fabricantes iniciaram o processo de retirada do adjuvante saponina, da composição da nova vacina, que estará disponível na campanha oficial de vacinação de novembro de 2018.

A retirada da saponina estava entre as alterações solicitadas pelo agronegócio. As instituições relacionam a substância “à exacerbada irritação no local da aplicação, que se agrava até casos de edema e severa reação inflamatória, com consequente ocorrência de abscessos [nódulo inchado cheio de pus]”. A existência de abcesso em carne brasileira teria sido um dos motivos de suspensão das importações anunciadas em 22 de junho passado pelo governo norte-americano.

Além do documento enviado ao Mapa, os produtores e de entidades representativas do setor agropecuário também se reuniram com as indústrias fabricantes. "Houve uma reunião na semana passada na qual foi reafirmado pelos produtores e pela indústria a necessidade de alterações no processo de produção da vacina, na dose e via da forma de aplicação", diz o consultor de Defesa Sanitária da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Décio Coutinho.

O anúncio da nova vacina ocorreu durante a 6ª Reunião Extraordinária da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), realizada em Brasília, nos dias 20 e 21 de julho de 2017.

Banco de antígenos

Também na reunião, foi decidida a criação de um banco de antígenos e vacinas contra a febre aftosa na América Latina. O Brasil é o primeiro país da região a aderir oficialmente à iniciativa. "Essa é uma ferramenta fundamental para iniciar o processo de retirada de vacinação da aftosa em qualquer país das Américas. É um instrumento que os países precisam ter em suas mãos a partir do momento que fizerem a retirada da vacina de febre aftosa", diz Coutinho. O banco permitirá enfrentamento de problemas que podem surgir com a retirada da vacina no Brasil, além de contribuir para aquelas nações que não tenham, à disposição, doses do produto em quantidade suficiente para imunizar seus rebanhos.

O vírus da febre aftosa é altamente contagioso. O animal afetado apresenta febre alta que diminui após dois a três dias. Em seguida, aparecem pequenas bolhas que se rompem, causando ferimento. O animal deixa de andar e comer e, no caso de bezerros e animais mais novos, pode até morrer. A transmissão pode ocorrer por meio da ingestão de água e alimentos que estejam contaminados pela saliva de animais doentes. O vírus é resistente, podendo sobreviver durante meses em carcaças congeladas. Segundo o Mapa, o Brasil é um país livre da febre aftosa com vacinação.

Os representantes dos países que compõem a Cosalfa aprovaram ainda resoluções para apoiar a Colômbia na erradicação de quatro focos de aftosa detectados recentemente e para realizar uma ação integrada entre o Brasil e a Colômbia na Venezuela. O objetivo é apoiar os venezuelanos a imunizar e inspecionar o rebanho bovino contra aftosa e fazer exames sorológicos. A Venezuela ainda não é livre da doença e está disposta a receber a ajuda, acrescentou Marques.

Erradicação da aftosa


A previsão é de que todo o Brasil seja reconhecido como país livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) em 2023, como já ocorre com a área de Santa Catarina. “Isso trará uma mudança muito grande para o Brasil na questão do mercado internacional”, disse o ministro Blairo Maggi, em entrevista na semana passada. "A partir do momento em que o Brasil estiver livre, o mundo se abre. Podemos começar a exportar carne com osso, produtos que não fazemos hoje. É de interesse do governo brasileiro, da pecuária, da sociedade".

A Cosalfa foi criada em 1972, durante a V Reunião Interamericana de Nível Ministerial sobre o Controle da Febre Aftosa e Outras Zoonoses (RICAZ V). O objetivo da comissão é avaliar o andamento dos programas nacionais de controle e erradicação da febre aftosa na América do Sul, garantindo a integração regional das ações de intervenção. Os 13 países-membros são Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Venezuela e Uruguai.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Agricultores usam lodo de esgoto como adubo e corretor do solo

Sanepar, uso do lodo de esgoto como adubo para agricultura. Foto:Jaelson Lucas ANPr

Em novembro de 2016 o agricultor Carlos Eduardo Sussai, 30 anos, abriu as porteiras da propriedade rural da família, em Santa Fé (Noroeste), para um caminhão da Sanepar carregado de lodo de esgoto. Menos de um mês depois a cena se repetiu no laranjal de Edivaldo Correia de Oliveira, 53 anos, em Flórida, também no Noroeste. Os dois produtores foram beneficiados pelo programa do Governo do Estado, desenvolvido pela Sanepar, que destina lodo de esgoto tratado para ser utilizado como adubo nas produções agrícolas.

Nos últimos anos, 26 mil toneladas de lodo de esgoto higienizado foram destinadas às propriedades rurais do Paraná. O projeto foi recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como boa prática a ser replicada.

Hoje, metade do lodo produzido no Paraná é utilizado como adubo, gratuitamente para os agricultores.

Na região Noroeste, desde 2012, a totalidade do lodo produzido é aproveitado pelos agricultores. De 2007 a junho de 2017, 900 áreas agrícolas de 236 produtores foram beneficiados pelo projeto que é conduzido em parceria com o Instituto Emater.

RESÍDUOS SÓLIDOS 
O programa socioambiental da Sanepar atende a Politica Nacional de Resíduos Sólidos, que tem por objetivo diminuir a geração de resíduos, incentivar a reutilização e, caso não possa haver a reciclagem, dar a destinação correta ao resíduo. “Com base nos estudos, observamos que o uso na agricultura seria a opção ideal, pois, mesmo o processo sendo mais complexo que a destinação aos aterros sanitários geramos menos impacto ambiental”, disse engenheiro agrônomo da Sanepar, Marco Aurélio Knopik.

O processo para o uso nas produções rurais envolve em média dez profissionais em cada regional da Companhia e 20 passos que vão desde a higienização e emissão de laudos de sanidade até o transporte do lodo às propriedades.
Na imagem, Carlos Eduardo Sussai.Foto:Jaelson Lucas ANPr

RICO EM NUTRIENTE 
Também conhecido como biosólido, o lodo de esgoto é um dos subprodutos gerados no tratamento do esgoto doméstico. Quando o lodo passa pelo processo de Estabilização Alcalina Prolongada (EAP), que tem como princípio básico a adição de cal, ele se transforma em um resíduo rico em nutrientes e de alto desempenho para correção do PH do solo, prática comum para aumentar a produtividade agrícola.

“A ação do lodo tratado no solo é muito parecida com o processo de calagem, que é adição do calcário que regula a acidez da terra. Em determinados casos ele substitui 100% a calagem do solo”, explica o engenheiro agrônomo da Sanepar. O lodo, antes de ser destinado aos agricultores, passa por análises do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que atesta com laudos a sanidade do produto.

PESQUISAS 
A iniciativa de usar o lodo na agricultura surgiu em meados dos anos 90, porém ganhou corpo nos últimos anos com o fortalecimento das pesquisas de melhoramento do processo de higienização e investimentos em infraestrutura.

Em seis anos a Sanepar já investiu cerca de R$ 4 bilhões em ampliações de redes de água e esgoto e também em novas tecnologias aplicadas ao tratamento.

NUTRIENTES 
O lodo é destinado segundo a necessidade de nutrientes da terra. “Recebemos uma análise do solo da propriedade e de acordo com ele determinamos quantidade e prioridade”, explicou o engenheiro.

Outro critério que embasa a decisão é o tipo de produto produzido. “A legislação só permite o uso do lodo quando ele não tem contato direto com a produção, por exemplo, os pés de café”, explicou o extensionista da Emater, Ricardo Silva. É proibido o uso para o cultivo de mandioca (e demais raízes), pastagem e hortaliça.

DIMINUIÇÃO NOS CUSTOS 
Como o lodo tem valor de fertilizante químico a busca tem crescido. O principal motivo pela recente popularidade é a redução no custo de produção. “Em média, a economia é de 20% nos custos de fertilização e de manutenção da produtividade”, disse o extensionista Ricardo Silva, da Emater.

Edivaldo Correia de Oliveira confirma a economia gerada pelo uso do lodo. Ele tem 21 mil pés de laranja e prevê uma colheita de 30 mil caixas da fruta em novembro. Na safra anterior precisou fazer recuperação de calcário e de fósforo no solo, já neste ano o resultado da análise foi diferente. “Percebi uma grande melhora na condição do solo, não precisei fazer recuperação calcária nem fosfórica isso economizou cerca de R$ 30 mil”, afirmou. As laranjas ainda estão em fase de crescimento, por isso Edivaldo ainda não conseguiu fazer um balanço de produção.

Já Carlos Eduardo percebeu, além da economia financeira, o aumento da produtividade nos seus 23 mil pés de cafés. O material, rico em matéria orgânica se mostrou mais eficaz que a cama aviária (adubo orgânico de aves) tradicionalmente usado no cafezal.

“As folhas estão mais verdes, os pés de café mais altos e mais carregados”, garantiu. Para confirmar a teoria, Carlos Eduardo deixou uma área de terra sem o lodo e assim mensura os dados.

Recomendação consta em publicação sobre saneamento e sustentabilidade


A recomendação feita pela ONU do uso do lodo de esgoto como boa prática consta na publicação “Saneamento, gestão de águas residuárias e sustentabilidade: do descarte de resíduos para a valorização de recursos”.

A obra apresenta algumas das últimas novidades sobre como fazer saneamento e gestão de águas residuárias (esgoto) de forma mais sustentável e mais ampla. O livro está disponível para download no link: http://www.unep.org/publications/.






Ajude a manter o Blog do Riomar Bruno no ar.
Faça uma doação de qualquer valor para saber mais.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Produtor já pode solicitar recursos do Plano Safra 2017/2018


O agricultor brasileiro já pode contar, desde ontem (3), com recursos para financiar a próxima safra agrícola. São R$ 190,25 bilhões destinados pelo governo federal a operações de custeio, comercialização e investimento, por meio do Plano Agrícola e Pecuário (Plano Safra) 2017/2018.

O Plano Safra é lançado pelo governo federal no início do ano agrícola, em 1º de julho. Para ajudar os agricultores a custear a safra, é disponibilizado crédito em linhas com recursos obrigatórios, livres e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O produtor interessado deve verificar se seu banco oferta linhas de crédito do plano.

O Plano Safra 2017/2018 reduziu em 1 ponto percentual ao ano as taxas de juros das linhas de custeio e de investimento e de 2 pontos percentuais ao ano, as dos programas voltados à armazenagem e à inovação tecnológica na agricultura.

No crédito de custeio e de investimento, os juros caíram de 8,5% ao ano e 9,5% ao ano para 7,5% e 8,5%, à exceção do Programa de Construção de Armazéns (PCA) e do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), nos quais a taxa será 6,5% ao ano.

O volume de crédito para custeio e comercialização é de R$ 150,25 bilhões, sendo R$ 116,25 bilhões com juros controlados e R$ 34 bilhões com juros livres. O montante para investimento é de R$ 38,15 bilhões, com aumento de 12% em relação à safra anterior.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Vacinação contra febre aftosa começou nesta terça

Assessorias

Os pecuaristas do Paraná que criam bovídeos já tem, um compromisso importante: participar, durante o mês, de mais uma Campanha de Vacinação contra Aftosa, promovida pelo Governo Estadual. Nesta que será a primeira etapa do ano, a ação tem por objetivo a imunização de bovinos e búfalos até 24 meses de idade, incluindo bezerros com poucos dias de vida.

A segunda fase ocorrerá em novembro. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) lembra que é obrigatório participar dos dois momentos de vacinação e que, em ambos, a aquisição e aplicação da vacina contra a febre aftosa é de responsabilidade dos proprietários dos animais.

O pecuarista também precisa comprovar que realizou a imunização de seu plantel, dentro do período da campanha. Em Guarapuava, o procedimento é realizado na unidade da Adapar, que fica na rua Vicente Machado, 1811, Centro. É possível também utilizar a internet, acessando a página da Adapar (clique aqui) seguindo as instruções. O produtor só conseguirá efetuar a comprovação online depois que o revendedor também tiver cadastrado a venda da vacina no site.

A não vacinação ou não comprovação implica em multa mínima de dez Unidades Padrão Fiscal do Paraná (UPF), variando conforme o número de animais. O pecuarista, além disso, fica impedido de transportar seu rebanho bovídeo para qualquer finalidade.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Produtores são as grandes vítimas do esquema descoberto na Carne Fraca, diz CNA

Reprodução Whatsapp

O presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins, disse há pouco, após reunião com o presidente Michel Temer, que os produtores são as grandes vítimas do esquema de “maquiagem” de carnes estragadas descoberto pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. Martins cobrou punição enérgica aos agentes públicos e as empresas envolvidas no esquema criminoso e reforçou o discurso de que o problema é isolado.

“Tem que ser dividido esse esclarecimento [à sociedade]. Se fala muito em esclarecer, mostrar lá fora para os países importadores de carne de que temos uma defesa sanitária muito boa e temos mesmo. Agora, temos que mostrar para a nossa população que nós produtores somos as grandes vítimas disso tudo”, disse Martins.

Para o presidente da CNA, no primeiro momento, os produtores vão “pagar o pato” do impacto negativo dos problemas descobertos pela Operação Carne Fraca. “Com certeza, [vamos pagar o pato] no primeiro momento com a especulação. Alguns frigoríficos podem usar de má fé e dizer que a cotação do boi caiu por causa do mercado exportador ter recuado, mas não existe nenhum mercado externo que tenha recuado até o momento”, disse.

Segundo Martins, na reunião no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer apresentou aos representantes dos produtores as medidas emergenciais que estão sendo tomadas após a descoberta de que grandes empresas do setor alimentício estavam, com a conivência de fiscais agropecuários federais, estavam comercializando carne estragada ou com a adição de produtos impróprios.

“O presidente mostrou a nós as medidas que já foram tomadas, de punir os 33 ficais que foram pegos nessa situação, fechar as três unidades e pedir que exista mais rigor”, disse o presidente da CNA. “Os produtores, a sociedade brasileira precisam ter a certeza de que estão consumindo carne com inspeção perfeita, da melhor qualidade possível, não só dizer que somos um grande exportador de carne e frango, temos que comer aqui a mesma qualidade que é exportada”.

Preocupado com o impacto negativo da Operação Carne Fraca, o presidente Michel Temer marcou hoje (19) uma série de reuniões com ministros, representantes do setor agropecuário e diplomatas de países importadores de carne brasileira.

Neste momento, Temer está em reunião com representantes dos países importadores de carne brasileira para apresentar as medidas que estão sendo tomadas após a Operação Carne Franca.



*Fonte Agência Brasil
*Imagem: Ilustrativa / Divulgação


Ajude a manter o Blog do Riomar Bruno no AR.
Faça uma doação de qualquer valor para saber mais.

sexta-feira, 10 de março de 2017

UEPG apresenta primeiro pedido de registro de software ao Inpi

Reprodução

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), por meio da Agência de Inovação e Propriedade Intelectual (Agipi), apresentou nesta semana seu primeiro pedido de registro de programa de computador junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi). Trata-se do software EcoRastrO – Sistema para rastreabilidade de produtos orgânicos, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada – PPGCA da instituição.

O programa de computador tem o objetivo de acompanhar todo o processo de produção de alimentos orgânicos, desde o plantio até o consumidor. Com isso, é possível assegurar a procedência dos produtos.

Para a coordenadora do projeto e do PPGCA, professora Alaine Margarete Guimarães, é importante para a UEPG desenvolver produtos inovadores que atendam à demanda regional. “O EcoRastrO é o primeiro software brasileiro desenvolvido para rastreabilidade de produtos orgânicos de acordo com as normativas determinadas pelos órgãos reguladores brasileiros”.

Ela destaca que os benefícios se estendem ao agricultor e explica que a rastreabilidade agrega valor ao produto. “O produtor pode acompanhar desde a procedência dos insumos utilizados no plantio até a comercialização dos orgânicos”, diz.

Para esse acompanhamento, o sistema se utiliza da geração de ‘QRCodes’, o que facilita o acesso às informações. “Esse é o propósito do PPGCA, desenvolver pesquisas que utilizem de inovações tecnológicas e computacionais para aplicações reais”.

De acordo com coordenadora, assim como o depósito de patente, o depósito de registro de software também passa por todo um processo de avaliação do Inpi e leva um tempo até o registro ser efetivamente concedido. “Porém, em termos de registro de software, o processo é um pouco mais simples e esse tempo é bem menor, diferentemente de patente que pode levar anos até ser concedida no Brasil”.

O EcoRastrO também já foi validado junto a associações de produtos orgânicos e, também, à empresa paranaense do segmento de orgânicos, e está disponível gratuitamente através de cadastro no site www.ecorastro.uepg.br.

PROJETO


O software é resultado de projeto coordenado pela professora Alaine Margarete Guimarães, coordenadora do PPGCA, com participação dos discentes Luiz Pedro Petroski e Jaquelinie Rissá Franco e dos docentes Maria Salete Marcon Gomes Vaz e Rosane Falate, todos do programa de pós.

No desenvolvimento do EcoRastrO, a coordenadora destaca a colaboração do professor Pedro Weirich Neto, do Departamento de Ciências do Solo e Engenharia Agrícola, que prestou informações importantes sobre a produção e certificação de orgânicos e fez a mediação com a associação de produtores orgânicos.

A professora cita ainda a contribuição dos associados, que colaboraram para que o software fosse desenvolvido de forma a atender às reais necessidades da área, e destaca o trabalho da Agipi. “Por ser o primeiro registro de software da instituição, ainda não existia uma experiência na condução desse processo”.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Adapar alerta produtores sobre combate à ferrugem asiática


A Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) alerta que o combate à ferrugem asiática, que ataca as lavouras da soja, requer muita atenção por parte do produtor e dos profissionais da agronomia. A doença pode dizimar a cultura da soja no Paraná e no Brasil em pouco tempo se os produtores não adotarem boas práticas de produção e fungicidas eficientes, que controlem os fungos causadores da doença, disse o diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, Adriano Riesemberg.

Isso porque, segundo ele, os fungos estão cada vez mais resistentes aos princípios ativos dos agrotóxicos que vêm sendo usados repetidas vezes ao longo dos anos.

Em maio do ano passado houve uma tentativa de suspender a autorização para uso das marcas comerciais de fungicidas que foram reprovadas após resultados de ensaios para avaliação da eficiência no controle da doença, conduzidos pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Com base nessa conclusão técnica, a Adapar suspendeu a autorização de uso de 67 fungicidas no mercado paranaense devido à existência de outras tantas marcas de fungicidas registradas e cadastradas no estado, com eficiência adequada para o controle da doença.

Houve reação por parte das empresas fabricantes, que recorreram ao Judiciário alegando a falta de competência para os órgãos estaduais fazerem essa intervenção. A ação foi impetrada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). O sindicato entrou com mandado de segurança coletivo, concedido em caráter liminar, pelo Juízo da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba.

Paralelamente, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) iniciou um processo de reavaliação de eficiência dos fungicidas registrados para controle da ferrugem asiática e publicou, no final do ano passado, a suspensão do registro de 63 marcas comerciais, a maioria já com inexpressiva participação no mercado.

No entanto, o Ministério da Agricultura ainda mantém no mercado quatro fungicidas que haviam sido suspensos pela Adapar. Esses quatro fungicidas representaram aproximadamente um terço de todo o volume de fungicidas utilizado para o controle da ferrugem da soja nas últimas duas safras paranaenses.

Segundo a Adapar, no Paraná o volume total de fungicidas utilizado para o controle da ferrugem da soja nas safras 2014/15 e 2015/16 foi de aproximadamente 6,4 milhões de litros. Destes, 2,2 milhões de litros (34%) são de marcas comerciais suspensas pela Adapar. A suspensão do Mapa retira do mercado um volume de apenas 197 mil litros, que corresponde a 9% dos agrotóxicos de baixo controle da doença.

REAVALIAÇÃO - Segundo o diretor da Adapar, o trabalho desenvolvido pelo Ministério precisa ter continuidade e ratifica a necessidade do Poder Público estabelecer uma rotina de reavaliações da eficiência agronômica dos agrotóxicos registrados no Brasil, e que se reconheça a competência legal dos estados para retirarem do mercado os agrotóxicos de baixa eficiência.

Riesemberg recomenda aos profissionais que prescrevem receitas, que pesquisem sobre a eficiência agronômica dos produtos antes de recomendá-los aos agricultores. “Com a utilização de fungicidas que efetivamente controlam as pragas, cria-se uma das condições para que haja redução do volume de aplicação de agrotóxicos, com os desejáveis benefícios financeiros (para os agricultores), para o meio ambiente e para a saúde humana”.


*Fonte Agência Estadual de Noticias
*Imagem: Ilustrativa / Divulgação


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Campanha de vacinação contra aftosa começa nesta terça-feira

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) inicia a segunda campanha de vacinação contra febre aftosa nesta terça-feira (1º), devendo prosseguir até o dia 30. A partir desta segunda-feira (31), as doses de vacinas já estarão disponíveis no mercado.

Nesta etapa serão vacinados os animais de todas as idades, devendo atingir 9,2 milhões de cabeças, que é o rebanho de bovinos e bubalinos previsto no Estado. Os produtores devem vacinar e comprovar a vacinação no período de 1 a 30 de novembro.

A estratégia da Adapar é atingir um índice de vacinação acima de 95% do rebanho e para isso vai intensificar a fiscalização e acompanhamento nas propriedades, explica o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias.

Para o trabalho de fiscalização nas propriedades e controle da movimentação de animais no Estado, a Adapar vai contar com a colaboração dos Conselhos Municipais de Sanidade Animal (CSAs).

Quem não vacinar e/ou não comprovar a vacinação será multado de acordo com o número de cabeças não vacinadas, mas com um valor mínimo de 10 UPFs (Unidade Padrão Fiscal do Estado), que equivale a R$ 91,57 cada uma.

Quem tem até 10 cabeças de gado e não vacinar e/ou não comprovar a vacinação no período recomendado será multado em R$ 915,70. Acima de 10 cabeças vai incidir o valor mínimo da multa mais uma UPF por cabeça não vacinada.

FISCALIZAÇÃO

A Adapar conta com equipes de fiscais em 135 unidades espalhadas pelo Estado, com médicos veterinários e assistentes de fiscalização. No final de 2015 houve um reforço de 47 médicos veterinários admitidos em concurso público realizado recentemente, resultando num efetivo de 132 profissionais em campo para fiscalização durante a campanha. Além disso tem os assistentes de fiscalização.

Segundo Rafael Gonçalves Dias, serão fiscalizadas inicialmente as propriedades com maior risco para o ingresso do vírus da doença, como aquelas que tiveram maior movimentação com entrada ou saída de animais. O controle do trânsito é feito através das GTAs (Guia de Trânsito Animal) e toda essa movimentação é controlada.

A partir da semana que vem, nenhuma movimentação animal será permitida sem a vacinação e/ou comprovação da vacinação. A exceção será para os animais para abate e os produtores têm 60 dias para envio dos animais para o abate após campanha. Todo esse processo é acompanhado pelos fiscais da Adapar, explicou Dias.

Segundo ele, é feito um acompanhamento por amostragem e uma contagem sobre a relação de animais que foi declarada na campanha passada, considerando a entrada e saída de cabeças da propriedade.


terça-feira, 27 de setembro de 2016

Agricultora de Porto Amazonas é destaque em site de Cooperativa

A gerente da Agropecuária Morro Vermelho Neusa Maria Gulchinski, teve parte de sua historia, contada hoje no site da Cooperativa Bom Jesus.
Na entrevista é destacado as responsabilidades que ela carrega ao gerenciar uma das maiores propriedades de Porto Amazonas, que, alem de gerenciar não mede esforços para que tudo ocorra de acordo com o esperado na propriedade.
Confira a entrevista a seguir.

A agricultora Neusa Maria Gulchinski desde 10 de fevereiro de 1996 trabalha com a família na lavoura. Natural de São João do Triunfo ela e o marido trabalhavam na agricultura, mas não estavam tendo bons resultados. Decidiram recomeçar e foram morar no interior de Palmeira. De lá recebeu uma proposta de trabalho para trabalhar na Fazenda Agropecuária Morro Vermelho, do Sr Inácio Procópio Neto. Desde então ela gerencia a propriedade que fica na localidade de Rio da Areia, interior de Porto Amazonas. Ela trabalha com o marido Sr Adão, filho, nora e mais dois funcionários. A outra filha estuda agronomia em Ponta Grossa.

Na propriedade as atividades são muitas, como o plantio de 245 alqueires de soja, 50 de milho, feijão, silagem para gado, reflorestamento e também nesta safra 85 alqueires cultivados com trigo, além do trabalho com a atividade pecuária (gado de cria/recria).

De acordo com o primeiro levantamento do Departamento de Economia Rural – Deral - o aumento de 71,1 mil hectares (17%) no plantio de milho de verão, passou para 484,9 mil hectares. E a produção deve crescer 28% para 4,349 milhões de toneladas, também se recuperando das fortes perdas do ano passado. Quanto ao milho, à expectativa para a produção é grande. “Na safra anterior o rendimento foi em média de 380 sacas por alqueire, contudo as condições climáticas não terem favorecido a lavoura. Hoje a perspectiva para uma boa colheita é grande”, comenta dona Neusa, que também espera que “para a safra de trigo, este ano a lavoura vai produzir o que esperamos, pois a última safra foi ruim, produção baixa e muito prejuízo”.

Em todos os lotes de terra da propriedade é realizado o sistema de rotação de cultura, que envolve o cultivo de diferentes espécies numa mesma safra e, portanto, aumenta o número e a complexidade de tarefas na propriedade. A prática exige o planejamento do uso do solo segundo princípios básicos, onde deve ser considerada a aptidão agrícola de cada gleba onde será adotada a rotação de culturas. “Para uma lavoura prosperar é preciso estar presente no campo, o cuidado começa desde o planejamento da área de plantio até a venda do produto. Não deixo para comprar os insumos/sementes para última hora. Terminando uma safra já planejamos a outra. Desde a semente comprada com antecedência e para as compras dos demais produtos, são colocados prazos para realizar todas as fases da safra que vai chegar”, diz a gerente.

Além de gerenciar a propriedade, ela também desenvolve atividades durante o plantio e colheita dos grãos, é responsável pela manutenção do maquinário agrícola e do escritório. Quem chega ao local vai encontrá-la dirigindo um trator, colhedeira, caminhão, tudo que se possa imaginar. Talvez por isso em algumas ocasiões, as pessoas que chegam ao lugar se assustam dela ter tantas responsabilidades e um cargo de gerência. “Ainda vivemos num mundo machista, mas as coisas mudam. Existe a desconfiança e até o medo da mulher executar uma tarefa melhor que um homem. Isso é besteira, mas tem gente que acha que mulher não sabe comandar ou não deve ter uma oportunidade igual à de um homem. Eu gosto do que faço. Nos dias que não tem alguma coisa para fazer na plantação não me sinto bem, me dá dor de cabeça e no corpo. Mas quando começam as épocas de trabalho me sinto melhor”, finaliza.

Para ver mais fotos acesse o site da Cooperativa Bom Jesus















*Fonte Cooperativa Bom Jesus
*Imagem: Reprodução/Cooperativa Bom Jesus


terça-feira, 26 de julho de 2016

Paraná recebe 3 mil pessoas na Jornada de Agroecologia

O Parque de Exposições e Eventos da Lapa, município da Região Metropolitana de Curitiba, receberá 3 mil participantes na 15ª Jornada de Agroecologia do Paraná. O evento começa nesta quarta-feira (27) e vai até sábado, com presença de caravanas vindas de 200 municípios do estado e das cinco regiões no Brasil. Representantes de 10 países, entre eles Itália, Venezuela, Paraguai e República Dominicana, também estarão presentes. A maior parte do público será composta por pequenos agricultores, assentados e acampados do Paraná.

Cerca de 30 cozinhas comunitárias, cinco toneladas de alimentos e muito trabalho conjunto vão garantir as refeições gratuitas aos participantes durante os quatro dias. A programação prevê palestras, feira de produtos agroecológicos e da reforma agrária, cerca de 40 oficinas práticas, trocas de experiências e de sementes, além de atividades culturais.

A Jornada é organizada anualmente, desde 2002, por mais de 40 movimentos e entidades do Paraná - a maioria ligada ao campo. Ceres Hadich, integrante da coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, explica que os encontros são “grandes escolas populares” para os camponeses, com o objetivo de multiplicar a agroecologia como modelo alternativo à monocultura e ao uso de agrotóxicos.

Segundo a integrante do MST, diferente do latifúndio e da monocultura, a agroecologia tem como princípio a humanização e o caráter popular, por ser mais acessível e respeitar o conhecimento tradicional, agregando outros conceitos e tecnologias. Somado a isso, Ceres Hadich reforça o aspecto do respeito à natureza, aos recursos naturais e aos seres humanos, com o olhar para as gerações atuais e futuras. “É mais do que substituição de insumo ou de técnica, é parte de uma postura perante a vida. Para além da produção de alimentos saudáveis, queremos produzir outra forma de vida”, afirma a integrante do MST.



Agrotóxicos na alimentação


A agroecologia tem como um dos princípios o cultivo de alimentos sem agrotóxicos e a partir de sementes tradicionais ou crioulas. A opção busca melhores condições de saúde para produtores e consumidores, e não poluição do meio ambiente. A contaminação dos alimentos por agrotóxicos é uma realidade confirmada por um Dossiê da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), divulgado em 2015. Segundo a pesquisa, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos, e 28% desses alimentos contém substâncias não autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os impactos do consumo cotidiano de alimentos contaminados ainda não são mensurados de maneira completa, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que os agrotóxicos causam 70 mil intoxicações agudas e crônicas por ano.

O Paraná é conhecido como estado forte no agronegócio, fato que o coloca na posição de terceiro maior consumidor de agrotóxicos do país. A cada ano, cerca de 96,1 milhões de quilos de agrotóxicos são utilizados no estado, de acordo com dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), de 2013. O valor representa mais de 9 quilos por hectare de área plantada, e significa aumento de 20% no volume total de agrotóxicos comercializados no Paraná em 2008.

Segundo a pesquisa, o maior volume de veneno é usado na região da Bacia do Piquiri - 19,3 milhões de quilos por ano. Nesta área há predomínio do monocultivo transgênico de soja e milho. Quanto maior a propriedade, maior a quantidade de agrotóxico: em 80% dos latifúndios agrícolas – com mais de 100 hectares – foi verificado o uso de agrotóxico. Já nas propriedades médias, entre 10 e 100 hectares, o percentual de agrotóxico é de 36%. Nas propriedades com até 10 hectares, o número reduz para 27%.














*Fonte Brasil de Fato /Ednubia Ghisi
*Imagem:Leandro Taques



Doações
Todo o conteúdo do Blog do Riomar Bruno é gratuito, mas você pode ajudar nos custos de manutenção e produção do Blog. Faça sua doação, clique aqui para saber como.
Blog do Riomar Bruno
Rua Conrado Buhrer, 255 - Centro
Porto Amazonas - PR
Jornalista Responsável: Riomar Bruno dos Santos Ferreira
Comercial: (42) 99144-3838
falecom@riomarbruno.com.br
- As informações e conceitos emitidos em colunas, matérias e artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião do Blog do Riomar Bruno.
-Textos e imagens de nossa redação podem ser reproduzidos gratuitamente, apenas para fins jornalísticos, mediante a citação da fonte. Conteúdos e imagens aqui veiculadas são de responsabilidade das fontes aqui citadas
Duvidas e sugestões entre em contato.