Um dos detalhes que chama a atenção ao texto, é o numero excessivo de erros gramaticais e concordâncias,alem do mais não foi registrado nenhum atendimento por parte da Policia, de qualquer tentativa de sequestro na região nas ultimas horas.
Outro detalhe que condena o texto é quando o autor diz que " eles ficao esperando aquelas criancas que saem da escola e voltao embora de onibus essa menina tinha acabado de desce do onibus escolar ", partindo deste trecho supõe-se que 'eles' já teriam praticado algum sequestro nas redondezas, o que não se tem registro.
Ainda sobre o texto, ele não cita datas de quando aconteceu o fato, sabemos que crianças que utilizam de transporte escolar normalmente são deixadas pelo motoristas em pontos ou ainda em frente a suas residências, pelo "menininha" que o autor do texto escreve dá-se a entender que seria muito jovem, mas nestes casos sempre teria um adulto ou um responsável acompanhando.
Procuramos as Forças Policiais e conversamos com o Dr Plinio Gomes que é o Delegado da 40ª DRP, o mesmo disse que não há nenhum registro de tentativa de sequestro na região ou ocorrência parecida nos últimos dias.
Esse boato alguém sem responsabilidade criou a partir de outro boato que esta circulando na região, que seria muito similar à vários outros que já circularam, como Franco da Rocha e Mariporã em São Paulo.
Se informe, ligue para a Policia, procure em sites oficiais, pegue um trecho do texto ou a imagem e faça uma busca no Google, certamente achará o mesmo texto ou imagem em outros regiões e afirmando a mesma coisa.
Sempre é bom relembrar do caso que aconteceu no Guarujá, onde uma mulher foi assassinada pela população após ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças que praticava rituais de magia negra.
Como reconhecer um boato virtual
Tom alarmistaOs boatos infundados têm sempre tom alarmista, repleto de termos como “cuidado”, “alerta”, “atenção”... Em muitos casos, as palavras-chave vêm em caixa alta (maiúsculas), logo no início da mensagem.
Sem referência a tempo
Outra característica comum é a falta de referência temporal clara. Usa-se “esta semana”, “amanhã”, “na sexta-feira” e afins, mas nunca dia, mês e ano específicos.
Mas e os envolvidos?
A imprecisão repete-se nos quesitos local do fato e envolvidos. Na maior parte das vezes, surgem apenas dados genéricos, sem especificar, por exemplo, um nome de rua ou de pessoas ligadas à situação em questão.
Português errado
Também é frequente que os textos contenham erros de português. Reparou em concordâncias mal feitas ou grafias incorretas? Desconfie.
Falta de fontes
Por fim, a característica mais marcante: a falta de fontes confiáveis, ou de links que sustentem uma fonte citada equivocadamente. “Checagem é algo básico, e uma busca rápida já ajuda a matar a charada”.





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